O técnico Carlos Queiroz deixou o comando da seleção de Gana neste domingo (5), dois dias após a eliminação para a Colômbia na segunda fase da Copa do Mundo de 2026. O treinador português ficou menos de três meses no cargo. Foi anunciado em 13 de abril, já na reta final de preparação para o Mundial.
“Encerro esta jornada com orgulho do que conquistamos, mas também com a insatisfação saudável de quem sempre quis mais. Alcançar um patamar mais elevado nunca deve ser o destino final; deve ser o ponto de partida para ambições ainda maiores”, escreveu Queiroz em comunicado publicado em seu perfil nas redes sociais.
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O treinador de 73 anos chegou na seleção africana após a saída de Otto Addo. Fez sua estreia oficial na vitória em amistoso contra o País de Gales, dias antes do início da Copa. No Mundial, classificou Gana em terceiro lugar do Grupo L, com vitória sobre o Panamá (1 a 0) e empate sem gols com a Inglaterra. Na segunda fase, perdeu por 1 a 0 para a Colômbia e foi eliminado.
Queiroz participou da sexta Copa do Mundo de sua carreira, igualando o recorde do brasileiro Carlos Alberto Parreira. O treinador português marcou presença na quinta edição seguida do Mundial, feito igual ao do sérvio Bora Milutinovic. A trajetória de Queiroz em Copas começou em 2002 com a África do Sul, seguiu com Portugal em 2010 e continuou com o Irã nas edições de 2014, 2018 e 2022.
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Saída sem acordo
O ministro de Esportes e Recreação de Gana, Kofi Adams, indicou que estudava a possibilidade de renovação contratual com Queiroz. Entretanto, não houve acordo. O técnico se despediu com agradecimentos à diretoria, aos jogadores e à torcida.
“Aos meus jogadores e à comissão técnica, minha profunda gratidão pela coragem, pelo comprometimento e pela dedicação inabalável à equipe. Aos torcedores: não podemos afirmar que alcançamos plena satisfação esportiva, mas podemos dizer com orgulho que honramos as cores de Gana e restauramos o respeito e a credibilidade dos Black Stars no maior palco do futebol”, afirmou.
O futuro dos Black Stars, segundo Queiroz, “não será construído apenas dentro de campo. O sucesso dos Black Stars deve começar fora das quatro linhas, criando-se o melhor ambiente possível para preparar, proteger e desenvolver o extraordinário talento futebolístico de Gana.”
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