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Cobertura da Alma Preta na RD Congo é destaque em um dos maiores podcasts de notícias do Brasil

Episódio destaca o trabalho da Alma Preta na cobertura da crise humanitária e da atuação de milícias no leste da República Democrática do Congo
Pessoa refugiada do Campo de Deslocados Internos de Tanganyika, no leste da República Democrática do Congo, 17 de junho de 2025

— Pessoa refugiada do Campo de Deslocados Internos de Tanganyika, no leste da República Democrática do Congo, 17 de junho de 2025 (Foto: Pedro Borges/Alma Preta)

30 de junho de 2025

A cobertura jornalística da Alma Preta sobre a guerra na República Democrática do Congo (RDC) foi destaque no podcast O Assunto, do G1, publicado no último domingo (29).

No episódio “A guerra invisível na África”, o jornalista Pedro Borges, sócio-fundador e diretor da agência independente, compartilhou experiências vividas durante 40 dias no país, em que acompanhou os impactos da atuação do grupo armado M23 e a crise humanitária agravada pela exploração internacional de minérios.

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Desde 1994, estima-se que mais de dez milhões de pessoas foram vítimas do conflito, marcado por deslocamentos forçados, estupros em massa, assassinatos e instabilidade política.

O conflito, concentrado no leste do país, envolve interesses de potências regionais, como Ruanda e Uganda, e também de multinacionais do Norte Global, que se beneficiam da extração ilegal de recursos como ouro, cobalto e coltã.

Durante a entrevista, Borges, que está na cidade de Kalemie, capital da província congolesa de Tanganyika, destacou a invisibilidade do conflito no debate internacional.

“A gente está diante de um mundo cheio de guerras, e algumas guerras têm mais atenção do que outras. É uma sensação de que algumas vidas parecem valer mais do que outras”, afirmou.

O podcast está disponível nas principais plataformas e pode ser ouvido aqui.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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