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Belo Horizonte terá 1º Festival de Culturas Tradicionais de Terreiro

Evento, com transmissão nas redes sociais, acontece de 21 a 25 de maio com o objetivo de salvaguardar riquezas dos povos tradicionais de matrizes africanas

Texto: Redação | Imagem: Kau Varogh

Imagem mostra uma senhora vestindo roupas brancas e cordões do Candomblé no pescoço. Ela está olhando para cima, para o céu azul.

20 de maio de 2021

A capital mineira recebe entre os dias 21 e 25 de maio o 1º Festival de Culturas Tradicionais de Terreiro, proposta inédita em Belo Horizonte e de salvaguarda e representatividade dos povos tradicionais de matrizes africanas. Nos cinco dias do evento serão realizadas oficinas de ervas medicinais, apresentações de danças e ritmos tradicionais do Candomblé, oficinas de design e tradicionalidades, culinária tradicional de terreiro, entre outras manifestações culturais negras e afro-brasileiras.

O festival é promovido pelo terreiro candomblecista Nzo Jindanji Kuna Nkosi e todas as atrações serão transmitidas nas redes sociais da casa. Minas Gerais é o ponto de partida do maior roteiro turístico do Brasil, a Estrada Real, que surgiu no início do século 18 e oficializou o trajeto de ouro e diamantes até os portos do Rio de Janeiro.

De acordo com Dalila Varogh, que organiza o evento ao lado de Andréia Roseno, neste processo foram criadas edificações que exaltam o cristianismo ao passo que a contribuição dos povos africanos é apagada da história.

“Nesta história de riquezas e belezas, pouco fala-se da participação dos negros na construção da sociedade mineira, na edificação de suas belas cidades históricas que exaltam o cristianismo com suas igrejas suntuosas, no desenvolvimento da agricultura e mineração, cujos conhecimentos de engenharia e tecnologia para o garimpo eram africanos e desconhecido pelos portugueses, da contribuição de dialetos africanos em nosso vocabulário, culinária, musicalidade e costumes”, explica.

Segundo Dalila, o objetivo do festival é manter viva a história de contribuição do povo negro para a história e salvaguardar riquezas que são fruto da luta dos antepassados africanos, que construiram não somente Minas Gerais como o Brasil.

“Queremos mostrar para os nossos o quão é belo o Candomblé, dissolver com conhecimento e cultura a colonização mental que ainda nos maltrata como o açoite aos nossos ancestrais, dizer que temos voz, corpo e pensamento, que sim, negro tem alma e espírito, saberes e a força ancestral que nos ergue a cabeça em qualquer dificuldade. Salvaguardar, em terras da tradicional e aristocrata família mineira, as nossas tradições, a nossa organização social, cultural e espiritual, para que nossos jovens possam praticar e partilhar tudo que lhes foi tirado na travessia do atlântico. Liberdade foi sempre o compromisso do Candomblé”, ressalta a organizadora do evento.

O 1º Festival de Culturas Tradicionais de Terreiro é realizado com o apoio da SECULT-MG via Lei Aldir Blanc, parceria da Greco Design, Loja Zitanga e do Coletivo Akuna Ntu.

Serviço:

Quando: 21 a 25 de maio, sexta à terça-feira

Onde: Transmissão nas redes sociais do terreiro Nzo Jindanji Kuna Nkosi

Confira a programação completa e acompanhe o evento no Facebook, Instagram, e YouTube.

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