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Responsabilidade da branquitude na crise climática é tema de seminário

A programação contará com diálogos sobre territórios, experiências negras, políticas climáticas, colonialidade e clima
Imagem mostra floresta no Amazonas em chamas.

Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace

7 de novembro de 2023

O seminário “Emergência Climática: Uma Herança da Branquitude”, proposto pelo Observatório da Branquitude, iniciativa dedicada a produzir conhecimento e incidência estratégica com foco na branquitude e suas estruturas de poder, vai discutir a crise e a justiça climática. O evento acontece na quarta-feira (8), aberto ao público, mediante inscrição prévia.

O seminário tem o objetivo de debater a responsabilidade da branquitude, que mantém uma série de privilégios materiais e simbólicos mesmo diante da crise em que o planeta terra se encontra.

Segundo o observatório, as atuais ondas de calor, ciclones e estiagens são respostas a anos de exploração de uma cadeia extrativista comandada, sobretudo, por pessoas brancas. Enquanto, as pessoas que menos impactam o ambiente são as que mais sofrem: as populações negra, indígena, quilombola, ribeirinha.

A responsabilidade da branquitude na eternização da desigualdade climática é um ponto pouco explorado do debate e, por isso, uma importante discussão proposta pelo seminário. Especialistas em clima, sociedade e estudos étnicos e raciais farão esse paralelo entre as questões raciais e a crise climática enfrentada.

A programação do evento terá início com a mesa “Contracolonialidade e justiça climática”, conduzida pelo pensador quilombola e professor Nego Bispo. Na mesa “Desafios no enfrentamento ao racismo ambiental”, participam Tainá de Paula, atual secretária do Meio Ambiente e do Clima do Rio de Janeiro, e a jornalista e ativista ambiental e periférica Mariana Belmont, com mediação da coordenadora executiva da Casa Fluminense Larissa Amorim.

A terceira mesa vai debater sobre “Territórios e resistências negras à branquitude”, com participações de Selma Dealdina, secretária executiva da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), e da escritora e ativista Nilma Bentes, mediada pela cientista ambiental Gisele Moura.

A quarta e última discussão será sobre o tema “Branquitude e colonialidade: a emergência climática como herança”, com análises do escritor Alex de Jesus e da pesquisadora Denise Ferreira da Silva, com mediação da jornalista Bianca Santana.

Serviço

Quando: Dia 8 de novembro, quarta-feira, das 9h30 às 17h30.
Onde: Instituto de Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro (IAB-RJ)
Endereço: Rua do Pinheiro, 10, Flamengo, Rio de Janeiro – RJ

  • Patricia Santos

    Jornalista, poeta, fotógrafa e vídeomaker. Moradora do Jardim São Luis, zona sul de São Paulo, apaixonada por conversas sobre territórios, arte periférica e séries investigativas.

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