PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Após massacre no Rio, manifestantes paulistas pedem o fim do genocídio do povo negro nas periferias

Cerca de cinco mil pessoas compareceram à Avenida Paulista em solidariedade às vítimas da chacina policial realizada nos Complexos do Alemão e da Penha
Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.

Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.

— Patrick Silva/Alma Preta Jornalismo

3 de novembro de 2025

Manifestantes se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite da sexta-feira (31), para protestar contra a Operação Contenção, realizada pela Polícia Civil e Militar no Rio de Janeiro, na última terça (28). 

Cerca de cinco mil pessoas prestaram solidariedade às mais de 120 vítimas e exigiram o impeachment do governador do estado, Cláudio Castro (PL-RJ), que esteve sob o comando do massacre.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A mobilização cobrou justiça, investigações e explicações sobre o episódio, classificado como a maior chacina policial da história do país. Os manifestantes também protestaram contra a letalidade policial, que atinge de forma desproporcional a população negra e periférica.

Além dos movimentos negros e de direitos humanos, integrantes do Movimento de Familiares das Vítimas do Massacre de Paraisópolis também se manifestaram no ato. “Eles são covardes, eles assassinam os nossos filhos todos os dias”, denunciaram.

A ação foi deflagrada no dia 28 de outubro, nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense, e acumula denúncias de violações de direitos humanos e possíveis execuções sumárias.

Moradores das comunidades denunciaram abordagens violentas, prisões ilegais, invasões e destruição de residências. Também há relatos de decapitações e impedimento para liberação dos corpos das vítimas.

A Coalizão Negra por Direitos, em conjunto com outras organizações sociais do movimento negro, publicou um manifesto solicitando a instauração de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para apurar as mais de 120 mortes e exigir a  responsabilização das autoridades envolvidas na operação.

“A naturalização dessas mortes e a impunidade das autoridades responsáveis alimentam o ciclo da violência e fragilizam o Estado Democrático de Direito. Diante disso, reafirmamos: não aceitaremos o genocídio como política pública. Não aceitaremos a negação da humanidade do nosso povo”, aponta trecho do manifesto. 

  • Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.
  • Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.
  • Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.
  • Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.
  • Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.
  • Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.
  • Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.
  • Manifestantes protestam contra violência policial na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano