Manifestantes se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite da sexta-feira (31), para protestar contra a Operação Contenção, realizada pela Polícia Civil e Militar no Rio de Janeiro, na última terça (28).
Cerca de cinco mil pessoas prestaram solidariedade às mais de 120 vítimas e exigiram o impeachment do governador do estado, Cláudio Castro (PL-RJ), que esteve sob o comando do massacre.
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A mobilização cobrou justiça, investigações e explicações sobre o episódio, classificado como a maior chacina policial da história do país. Os manifestantes também protestaram contra a letalidade policial, que atinge de forma desproporcional a população negra e periférica.
Além dos movimentos negros e de direitos humanos, integrantes do Movimento de Familiares das Vítimas do Massacre de Paraisópolis também se manifestaram no ato. “Eles são covardes, eles assassinam os nossos filhos todos os dias”, denunciaram.
A ação foi deflagrada no dia 28 de outubro, nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense, e acumula denúncias de violações de direitos humanos e possíveis execuções sumárias.
Moradores das comunidades denunciaram abordagens violentas, prisões ilegais, invasões e destruição de residências. Também há relatos de decapitações e impedimento para liberação dos corpos das vítimas.
A Coalizão Negra por Direitos, em conjunto com outras organizações sociais do movimento negro, publicou um manifesto solicitando a instauração de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para apurar as mais de 120 mortes e exigir a responsabilização das autoridades envolvidas na operação.
“A naturalização dessas mortes e a impunidade das autoridades responsáveis alimentam o ciclo da violência e fragilizam o Estado Democrático de Direito. Diante disso, reafirmamos: não aceitaremos o genocídio como política pública. Não aceitaremos a negação da humanidade do nosso povo”, aponta trecho do manifesto.







