Organizações da sociedade civil e movimentos sociais realizaram, nesta sexta-feira (31), um ato de denúncia e justiça pelas mais de 120 vítimas da chacina policial mais letal da história do estado, ocorrida nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O protesto aconteceu no Campo da Ordem, no Complexo da Penha, e reuniu moradores, coletivos de favelas, ativistas locais e defensores dos direitos humanos.
De acordo com denúncias de ativistas, moradores e veículos de imprensa, a chacina policial na última terça-feira (28) resultou em graves impactos e violações, além do número de mortos. Há relatos de execuções sumárias, corpos abandonados em áreas de mata, moradores impedidos de socorrer feridos e de uma ação policial descrita por muitos como uma “política de extermínio”.
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Diante dessa violência, o ato foi motivado para manifestar luto e solidariedade às vítimas, familiares e moradores, além de exigir apuração plena, transparente e independente de todas as mortes e a responsabilização dos agentes públicos envolvidos.
Também reivindicaram o fim das políticas de segurança que tratam favelas, periferias e comunidades negras como territórios de guerra, onde vidas negras e pobres seguem sendo vulneráveis.

Organizações e movimentos sociais no protesto contra o massacre no Rio de Janeiro, no Complexo da Penha, em 31 de outubro de 2025. (Foto: Ana Paula Martins/Instituto Marielle Franco).
Entre as organizações presentes estavam a Coalizão Negra por Direitos, Mulheres Negras Decidem, Instituto Marielle Franco, Instituto Papo Reto, Raízes em Movimento, Voz das Comunidades e Frente Penha.
O protesto integrou uma mobilização nacional, com atos em diversas capitais do país, em defesa da vida e contra o genocídio da população negra e periférica.
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