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As comunidades do Rio de Janeiro precisam de mais testes de Covid-19, diz Benedita da Silva

9 de outubro de 2020

Deputada federal e candidata à prefeita do Rio de Janeiro foi a primeira convidada do Encontro com Prefeitáveis, realizado pelo Giro 2020

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Mayara Donaria

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A iniciativa Giro 2020 iniciou na quinta-feira (8) a série “Encontros com Prefeitáveis que tem como objetivo criar um canal de diálogo entre candidatos da cidade do Rio de Janeiro e a sociedade civil”. O evento é produzido pela Casa Fluminense e a Fundação Cidadania Inteligente, mas conta também com a parceria de mais 20 organizações sociais cariocas. A deputada federal, Benedita da Silva (PT), foi a primeira convidada e abriu sua fala pontuando a importância do encontro e da integração entre o governo e sociedade civil. “Sem a participação popular não tem condição de governar”, definiu.

Um dos principais temas do debate foi a atual crise sanitária e econômica provocada pela Covid-19, o novo coronavírus. A candidata, que já governou o estado, disse que, se eleita, suas primeiras ações vão ser voltadas para a área da saúde. “Precisamos fazer testes em massa nas comunidades, incentivar a busca por vacinas, mas também preparar as nossas filiais de saúde com os equipamentos necessários”, elencou.

O produtor cultural e articulador local, Pablo Ramoz, foi responsável pela pergunta sobre emprego e renda. Na cidade do Rio, a cada 100 cariocas apenas 24 possuem emprego formal, segundo dados do Mapa da Desigualdade 2020. Ramoz reforçou esse cenário destacando que a situação é ainda mais complicada na zona oeste, onde mais de 25 mil jovens estão fora da escola e sem emprego.

Na resposta, Benedita afirmou que o trabalho para a virada desse cenário é um dos “carros chefes” do seu plano de governo: a revitalização da Avenida Brasil. “Precisamos concluir as obras da TransBrasil, levar o BRT até Campo Grande. Isso porque a maioria da população carioca mora na zona oeste e a Avenida Brasil é o coração da cidade. Precisamos estimular que as grandes indústrias voltem para essa região abrindo assim possibilidades de emprego, começando pela construção civil ”, explicou.

Sobre a situação do saneamento, a candidata afirmou que é contra a privatização da Cedae, mas que o serviço precisa ser monitorado pela prefeitura. “A Cedae precisa subir o morro e a gente vai fazer ela subir. É trabalho da prefeitura fiscalizar isso, não basta dizer que é apenas uma questão do governo do estado”, reiterou.

Dividido em três blocos, o Encontro também pautou os temas de habitação, segurança pública, mudanças climáticas, assistência social e juventude. O debate completo está disponível no Facebook da Casa Fluminense e o próximo encontro com prefeitáveis será no dia 14 de outubro com a candidata Renata Souza (PSOL).

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