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Brasil pode levar mais de 15 anos para alcançar equidade racial no ensino médio

Estudo do Todos Pela Educação aponta desigualdades raciais e socioeconômicas na conclusão do ensino médio
A imagem mostra uma sala de aula.

A imagem mostra uma sala de aula.

— Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

18 de novembro de 2025

Um estudo realizado pela organização Todos Pela Educação, divulgado na segunda-feira (17), apontou que, caso mantenha o ritmo de avanço observado na última década, o Brasil pode levar mais de 15 anos para alcançar a equidade racial e socioeconômica na conclusão do ensino médio.

A partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa analisou a conclusão do ensino fundamental até os 16 anos e do ensino médio até os 19 anos, entre 2015 e 2025. 

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Segundo a entidade, o levantamento evidencia que as desigualdades na conclusão da educação básica apresentam múltiplas facetas e se intensificam no ensino médio. Apesar da redução, foram observadas disparidades regionais e diferenças significativas no perfil socioeconômico, racial e de gênero.

A taxa de conclusão entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos foi de, respectivamente, 60,4% e 94,2%. A pesquisa indica que, no ritmo atual, os jovens mais pobres só terão as mesmas chances de concluir o ensino médio que os mais ricos em duas décadas. 

O recorte racial apresentou uma diferença de 12,2% entre os estudantes brancos e amarelos (81,7%) e os pretos, pardos e indígenas (69,5%). O estudo destaca que os homens pretos, pardos e indígenas mais pobres apresentaram as menores taxas de inclusão, enquanto as mulheres brancas e amarelas registraram as mais altas.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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