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CNJ lança estratégia para ampliar acesso à saúde no sistema prisional

Iniciativa Cuidar articula atenção básica a pessoas privadas de liberdade e prevê ações de prevenção de HIV, sífilis e tuberculose dentro e fora dos presídios
A imagem mostra uma visão panorâmica de uma prisão. Pessoas egressas do sistema prisional serão beneficiadas pela nova política governamental.

A imagem mostra uma visão panorâmica de uma prisão. Pessoas egressas do sistema prisional serão beneficiadas pela nova política governamental.

— Marcello Casal Jr./Agência Brasil

11 de abril de 2026

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou na sexta-feira (10), no Rio de Janeiro, a estratégia Cuidar, voltada ao acesso à saúde no sistema prisional brasileiro. A iniciativa integra o plano Pena Justa e conta com parceria dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), além do apoio da Fiocruz.

A proposta busca estruturar o acesso à saúde desde o ingresso no sistema prisional até a saída, em articulação com políticas públicas já existentes.

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Dados da Senappen indicam que mais de 30 mil pessoas privadas de liberdade convivem com doenças transmissíveis. HIV, sífilis e tuberculose aparecem como as mais frequentes. 

Luís Lanfredi, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do CNJ, explicou o cenário atual.

“Temos um cenário de alta prevalência de doenças no sistema prisional e o desafio de articular serviços de atenção básica a essa população. O Cuidar vem para fortalecer a atuação coordenada para atendimento desde a porta de entrada até a saída, com impactos na saúde individual e coletiva”, afirmou em nota da Fiocruz.

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Acordo prevê teleatendimento e saúde mental

O acordo de cooperação técnica estabelece uma agenda conjunta para ampliação e monitoramento de políticas de saúde no sistema prisional. 

As ações previstas incluem o acompanhamento contínuo das condições de saúde das pessoas privadas de liberdade em todo o ciclo penal, em articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS) e de acordo com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP).

A estratégia também prevê o acesso à atenção básica e especializada por meio da telessaúde, dentro dos protocolos do TeleSUS. 

As iniciativas de cuidado incluem atenção específica para o uso prejudicial de substâncias e o fortalecimento das ações de saúde mental.

No âmbito de gestão, o objetivo da estratégia é mapear como as políticas de saúde na privação de liberdade são desenvolvidas e monitoradas nos estados. O plano inclui a investigação de casos graves de saúde e notificações de óbitos. Para apoiar essa governança, a parceria criará o Comitê Nacional Interinstitucional de Saúde Prisional.

A iniciativa contempla ainda ações de enfrentamento de doenças prevalentes, como ampliação da testagem, fortalecimento da vacinação e uso de tecnologias para rastreamento de doenças como a tuberculose.


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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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