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Combate ao racismo em plataformas digitais é foco de consulta pública do MIR

Consulta reunirá propostas da sociedade civil para subsidiar políticas públicas de igualdade racial no ambiente digital
Imagem das mãos de uma pessoa negra, usando um notebook.

Imagem das mãos de uma pessoa negra, usando um notebook.

— Reprodução/Freepik

1 de setembro de 2025

O governo federal lançou nesta segunda-feira (1º) a Consulta Pública sobre o Combate ao Racismo nas Plataformas Digitais. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR), por meio da Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi), em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), ficará aberta até 15 de outubro de 2025, no endereço eletrônico gov.br/racismodigital.

A consulta integra a Ação 18 do Plano de Comunicação pela Igualdade Racial, que prevê recomendações de estratégias de combate ao racismo e outras formas de discriminação nas plataformas digitais. Entre os pontos do plano estão a inclusão do termo “racismo” nos campos de denúncia, além do aprimoramento dos protocolos de resposta das plataformas.

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A proposta busca reunir dados, estudos de casos, evidências, diagnósticos e sugestões concretas para enfrentar o racismo nas redes sociais, aplicativos de mensagens e relacionamento, buscadores e outras ferramentas digitais. O material coletado servirá como base para a construção de um documento de referência com diretrizes para políticas públicas e ações de promoção da igualdade racial no ambiente digital.

A secretária-adjunta de Políticas Digitais, Nina Santos, afirmou que o racismo estrutural também se manifesta nas plataformas digitais, agravado por falhas de moderação, algoritmos enviesados e ausência de mecanismos eficazes de denúncia.

Já o secretário de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo do MIR, Tiago Santana, destacou que a consulta é um passo fundamental para criar soluções coletivas. 

“Sabemos que o racismo, presente em todas as estruturas da nossa sociedade, também se manifesta nas plataformas digitais, e muitas vezes de forma ainda mais violenta e descontrolada. Por isso, é fundamental ter a sociedade civil no centro deste debate para construirmos um ambiente digital cada vez mais seguro”, disse, segundo nota ministerial.

Como participar

A participação é aberta a qualquer pessoa que possua conta GOV.BR, sistema de identificação para acesso aos serviços digitais do Governo Federal. Basta acessar a plataforma Brasil Participativo, entrar com login e senha, clicar em “Fazer Minha Proposta”, escolher um dos eixos temáticos e preencher o formulário. Também é possível anexar arquivos relacionados ao tema. Cada participante poderá enviar até dez contribuições por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Os oito eixos temáticos propostos abrangem: violência racial online, interseccionalidades, impactos da inteligência artificial, mecanismos de denúncia, protocolos de resposta das plataformas, responsabilização e sugestões de políticas públicas.

Além de enviar propostas, os participantes poderão apoiar ou comentar contribuições já publicadas. A iniciativa é voltada a entidades da sociedade civil, especialistas, pesquisadores, representantes das plataformas digitais e demais interessados.


Entre os resultados esperados está a produção de um documento-síntese, escrito em linguagem acessível, que será divulgado em eventos públicos e reuniões técnicas com representantes do Sistema de Justiça, da sociedade civil e das plataformas digitais.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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