PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Em 10 anos, 32 líderes indígenas foram assassinados no Brasil

De acordo com relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a América Latina foi responsável por 85% dos assassinatos de defensores ambientais
Liderança indígena durante protesto contra o Marco Temporal, em 6 de junho de 2023.

Liderança indígena durante protesto contra o Marco Temporal, em 6 de junho de 2023.

— Evaristo Sá/AFP

24 de outubro de 2025

O relatório Situação de Pessoas Defensoras de Direitos Humanos nas Américas, lançado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), aponta que, entre 2013 e 2023, o Brasil registrou o assassinato de 32 líderes indígenas. 

No documento, a entidade, pertencente à Organização dos Estados Americanos (OEA), apresenta informações sobre os avanços e desafios na garantia de direitos dos ativistas.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Dados do Global Witness, citados na pesquisa, indicam que a América Latina foi responsável por 85% dos assassinatos de defensores ambientais do mundo, com destaque para Brasil, Colômbia, Honduras e México. 

Segundo a Comissão, as ameaças, os ataques e os assassinatos dos defensores do direito à terra aumentaram significativamente. Membros de comunidades tradicionais, povos indígenas e líderes comunitários periféricos foram os mais impactados pelos altos índices de violência. 

Cerca de 81 episódios de violência, ameaça ou intimidação contra o povo indígena Pataxó Hã-Hã-Hãe foram registrados no período analisado. O levantamento ressalta que a demora na demarcação dos territórios indígenas é um fator que amplifica os ataques aos povos originários. 

A CIDH também manifestou preocupação com o aumento da violência rural e os despejos forçados em terras ocupadas por famílias assentadas. O relatório afirma que, em 2023, houve pelo menos dez assassinatos de agricultores que integram movimentos da reforma agrária. 

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano