O documentário “Filme sem Querer”, dirigido por Lincoln Péricles, é finalista do Prêmio Grande Otelo, na categoria Melhor Curta Documentário. Realizado integralmente por uma equipe de quebrada, o filme representa um marco importante para o cinema independente, periférico e autoral brasileiro.
A obra teve sua estreia no FIDMarseille, um dos mais importantes festivais de cinema documental e de invenção do mundo, e agora alcança uma nova etapa de reconhecimento ao chegar à final da principal premiação organizada pela Academia Brasileira de Cinema.
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Lincoln Péricles é diretor, roteirista e produtor do Capão Redondo, periferia de São Paulo, com mais de 15 anos de carreira dedicados à construção de um cinema autoral feito a partir das quebradas. Seus filmes já circularam por festivais e espaços importantes no Brasil e no exterior, como FIDMarseille, Doclisboa, Clermont-Ferrand, FICValdivia, Mostra de Cinema de Tiradentes e NewFilmmakers Los Angeles.
Ainda assim, a presença de Filme sem Querer como finalista do Grande Otelo tem um significado especial pela importância da Academia Brasileira de Cinema e pelo reconhecimento dentro da história do cinema nacional.
“É um filme feito por nós, com a nossa equipe, a partir do nosso lugar no mundo. Ser finalista do Grande Otelo é muito importante porque mostra que o cinema feito na quebrada também é cinema de autor, cinema de invenção, cinema com pensamento e potência para atravessar fronteiras”, afirma Péricles.
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Produzido pela Astúcia Filmes, o curta reafirma uma trajetória coletiva de cinema independente construída ao longo de mais de uma década, conectando experimentação formal, memória, arquivo, território e uma visão crítica sobre o Brasil contemporâneo.
Assista ao documentário: