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Em 25 anos, apenas 4% dos réus por trabalho escravo foram condenados

Levantamento da UFMG aponta lentidão judicial e alto índice de absolvições em ações sobre trabalhos análogos à escravidão
A imagem mostra uma auditora fiscal do trabalho.

A imagem mostra uma auditora fiscal do trabalho.

— Reprodução/Ministério do Trabalho e Emprego

28 de janeiro de 2026

Um levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgado nesta quarta-feira (28), indica que, entre 2000 e 2025, apenas 191 das 4.321 pessoas que responderam judicialmente por violar direitos dos trabalhadores foram condenadas no Brasil. 

De acordo com a pesquisa da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da UFMG, o número representa 4% do total de processados. Destes, 1.578 (37%) réus foram absolvidos e 178 foram condenados parcialmente. 

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O relatório, baseado em informações do Jusbrasil, destaca que as ações penais levam cerca de 2,6 mil dias para serem concluídas na Justiça Federal, o equivalente a mais de sete anos de tramitação. 

Ao analisar as decisões judiciais, o grupo identificou o total de 19.947 vítimas, sendo a maioria do gênero masculino. O levantamento também apontou um padrão entre as ações: muitos juízes pedem que a vítima comprove que os patrões restringiram seu direito de liberdade de locomoção. 

Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), somente em 2025, o órgão participou do resgate de 1.986 trabalhadores em situação análoga à escravidão em todo o território brasileiro. No mesmo ano, a Lista Suja do Trabalho Escravo, atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), teve um aumento de 20% em comparação com o período anterior.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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