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Em ação no STF, governo de Roraima questiona exigência de consulta a povos indígenas para obras públicas

Governo de Roraima alega que condicionar obras públicas às consultas prévias pode prejudicar o desenvolvimento do estado
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF).

— Reprodução/Pedro França/Agência Senado

5 de setembro de 2025

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na quinta-feira (3), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5905, que questiona a exigência de consulta às comunidades indígenas quando medidas legislativas ou administrativas tenham efeito direto aos seus modos de vida. 

A ação tem como alvo as regras da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre povos originários, adotada pelo Brasil em 1989, em Genebra, na Suíça.

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Na ADI, o governo de Roraima contesta a  adesão e alega que condicionar as construções de obras públicas às consultas prévias estaria causando prejuízos ao desenvolvimento do estado. 

O estado havia solicitado a concessão de uma liminar para viabilizar a construção de uma linha de transmissão de energia elétrica da cidade de Manaus a Boa Vista, para a integração ao Sistema Interligado Nacional.

Ao STF, o procurador-geral de Roraima, Edival Braga, defendeu que, apesar da importância da consulta, suas decisões só deveriam ser obrigatórias para o Estado quando os prejuízos provocados pelo projeto superarem os benefícios esperados. 

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), presente no julgamento, afirmou que a Convenção 169 assegura que os povos indígenas participem ativamente dos processos administrativos e legislativos com impacto em seus territórios, cultura e hábitos. 

O processo também contou com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que argumentou que as consultas devem ser obrigatórias apenas para empreendimentos que afetam diretamente as terras indígenas homologadas. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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