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Em Fórum Político da ONU, Brasil reforça combate à fome e cita comunidades tradicionais

Organizações negras elaboraram documento para nortear posicionamento da diplomacia brasileira no evento
: Bandeiras hasteadas a meio mastro na Casa da ONU Brasil, em 13 de novembro de 2023

Foto: Isabela Ferreira/ONU

11 de julho de 2024

Nova York – O Brasil reforçou seu compromisso no combate à fome durante participação no Fórum Político de Alto Nível 2024, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.  Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição são metas que fazem parte de um dos cinco Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) discutidos no evento.

Em sua manifestação, o governo brasileiro pontuou as ações realizadas no país levando em consideração recomendações de organizações negras da sociedade civil para o cumprimento das metas. As organizações Criola, Casa Sueli Carneiro, Perifa Connection, Coalizão Negra por Direitos, Vidas Negras com Deficiência Importam, Marcha das Mulheres de São Paulo, Geledés – Instituto da Mulher negra e Alma Preta elaboraram um documento com sugestões para que a diplomacia brasileira considerasse pontuações sobre a comunidade negra em seus posicionamentos durante o evento.

Além de reconhecer a importância das comunidades tradicionais, rurais e urbanas, o Brasil ressaltou a proteção social e ambiental como fundamental para o combate à fome. Em adição, citou o programa Fome Zero como responsável por tirar 30 milhões de pessoas da insegurança alimentar.

O Plano Brasil Sem Fome, por exemplo, articula políticas públicas multissetoriais que consideram os desafios vivenciados pelas populações mais vulneráveis, que são as mulheres, os negros e os povos tradicionais. O plano está organizado em três eixos: acesso ao rendimento, redução da pobreza e promoção da cidadania; alimentação saudável desde a produção até o consumo; e mobilização para combater a fome.

Para o governo brasileiro, “tanto as comunidades rurais como as urbanas, tradicionais e periféricas são lócus de desenvolvimento de tecnologias e avanços no combate à fome”. 

No congresso, o Brasil também apontou ter retomado os esforços para promover a agricultura familiar, que é a principal responsável pela produção diversificada de alimentos in natura ou minimamente processados ​​que chegam à mesa da população.

Países do BRICS defendem fortalecimento da agricultura

Integrantes do bloco econômico Brics, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul defenderam o fortalecimento da agricultura no Fórum Político de Alto Nível 2024.

Em seus posicionamentos, China e Índia, dois dos países mais populosos do mundo e que mais produzem alimentos para exportação, defenderam o desenvolvimento do setor agrícola e a potencialidade de colaborações internacionais. Um dos pontos mais salientados pelas nações é que os países devem produzir para o mundo e ao mesmo tempo para suas próprias populações, por isso ressaltaram a urgência do investimento internacional público e privado.

Por sua vez, a África do Sul reforçou a importância de dar atenção aos pequenos produtores, a falta de água no mundo e ao uso exacerbado de agrotóxicos. O país entende que o desenvolvimento sustentável passa pela preservação ambiental. 

  • Victor Oliveira

    Jornalista formado pela Unesp e pós-graduando em Jornalismo Digital. Atualmente é Gerente de Projetos da Alma Preta Jornalismo.

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