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Empreendedoras negras faturam até 59% menos que homens brancos

Dados do Sebrae mostram desigualdade de renda, escolaridade e acesso a oportunidades no empreendedorismo feminino
Uma mulher negra usando um notebook.

Uma mulher negra usando um notebook.

— Reprodução/Freepik

7 de abril de 2026

Mulheres negras donas de negócio no Brasil têm faturamento médio 59% inferior ao de homens brancos e 46% abaixo do registrado por empreendedoras brancas. Os dados constam de estudo do Sebrae realizado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua).

O levantamento mostra que a renda média de homens brancos empreendedores chega a R$ 5.143,68. Mulheres brancas donas de negócio recebem R$ 3.874,44. Homens negros empreendedores ganham R$ 2.868,40. Mulheres negras empreendedoras recebem R$ 2.090,16, o menor valor entre os quatro grupos analisados.

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O recorte racial impacta a posição que as mulheres assumem na manutenção das famílias. Entre as empreendedoras negras, 58% são chefes de domicílio. Entre as mulheres brancas donas de negócio, esse percentual cai para 49,5%, uma diferença de 8,5 pontos percentuais.

Entre os cônjuges, o movimento se inverte. Mulheres negras donas de negócio que são cônjuges somam 29,6%. Entre as mulheres brancas empreendedoras, o percentual sobe para 36,4%.

Os dados da PNAD Contínua indicam que as desigualdades raciais também aparecem no nível de escolaridade. Entre as mulheres brancas à frente de negócios, 48% possuem ensino superior incompleto ou mais. Entre as mulheres negras empreendedoras, esse percentual cai para 25%.

Leia mais: Mulheres negras são 71% das nanoempreendedoras no Brasil, diz pesquisa

O que diz o Sebrae

A diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, afirmou que o cenário do empreendedorismo feminino no Brasil é de vitalidade e crescimento, com mulheres demonstrando capacidade de formalizar e gerir negócios e assumir a chefia de lares.

“Contudo, as barreiras raciais e de gênero persistem e se manifestam em rendimentos consideravelmente menores e em um acesso desigual à educação superior para mulheres negras”, disse em nota.

A redução da desigualdade, segundo a instituição, exige ações para ampliar o acesso dessas empreendedoras a crédito, capacitação e inovação.


Leia mais:Pesquisa: 6 em cada 10 empreendedoras negras de SP ganham até um salário mínimo

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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