PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Entidades do movimento negro pedem reconhecimento do racismo institucional ao STF

Coalizão Negra por Direitos e organizações do movimento negro cobram que o STF fixe entendimento sobre racismo institucional durante julgamento da ADPF 973
Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal, no dia 27 de novembro de 2025.

Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal, no dia 27 de novembro de 2025.

— Reprodução/Rosinei Coutinho/STF

1 de dezembro de 2025

A Coalizão Negra por Direitos publicou, nesta segunda-feira (1º), uma nota defendendo o reconhecimento do racismo institucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O tema é objeto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 973.

O julgamento da ação teve início no dia 28 de novembro, no qual os ministros formaram maioria para reconhecer a presença do racismo estrutural na sociedade brasileira. No entanto, não houve consenso quanto ao reconhecimento do estado de coisas institucionais, quando há uma violação sistemática de direitos fundamentais, em decorrência de falhas persistentes do poder público, resultantes do racismo.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Em nota à imprensa, a Coalizão, composta por 292 organizações do movimento negro, destaca que é fundamental que o Supremo fixe o entendimento que acolha a tese do racismo institucional e reconheça a omissão do Estado brasileiro no enfrentamento à discriminação racial. 

As entidades apontam que o reconhecimento do estado de coisas inconstitucional é essencial para o combate às violações de direitos que atingem a população negra brasileira. 

“O racismo institucional opera de forma difusa, massiva e sistemática no seio das instituições através de processos de discriminações diretas e indiretas, na formulação e concretização de políticas e serviços, ampliando as desigualdades e iniquidades, bem como privando pessoas negras do devido acesso aos seus direitos, a uma vida justa e ao Bem Viver”, diz trecho da nota. 

A coalizão, que integra a ADPF como amigo da corte, ressalta que é importante que, durante a pausa do julgamento, os ministros avaliem com maior profundidade o quadro sistêmico do racismo institucional, apresentado na ação. Ainda faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes e Edson Fachin.

“Não podemos tolerar retrocessos na agenda nacional de enfrentamento ao racismo estrutural e institucional. É hora de estabelecermos um marco histórico no Supremo Tribunal Federal de enfrentamento sistêmico ao racismo e abrir caminhos para garantir, enfim, que os direitos trazidos na Constituição Federal de 1988 também sejam aplicados à população negra brasileira”.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano