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Estudo revela que pessoas negras têm até 2,3 vezes mais risco de morrer por homicídio no Brasil

Pesquisa da USP aponta fator racial como principal característica associado às mortes violentas, com base em dados de 2022
A 16ª Marcha da Consciência Negra em São Paulo, em 2019.

A 16ª Marcha da Consciência Negra em São Paulo, em 2019.

— Reprodução/José Eduardo Bernardes

23 de janeiro de 2026

Pessoas negras têm até 2,3 vezes mais risco de morrer por homicídio do que pessoas brancas no Brasil. Os dados são de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista científica Ciência & Saúde Coletiva.

A pesquisa utilizou o método de escore de propensão, técnica estatística que permite comparar indivíduos com características semelhantes, como idade, sexo e local de moradia, isolando a cor da pele como variável de análise. Os resultados indicam que, mesmo quando esses fatores são equivalentes, a morte violenta permanece associada à cor da pele.

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As informações analisadas foram extraídas do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), disponível no Portal Brasileiro de Dados Abertos, com dados referentes a 2022. Já os dados populacionais,  com recortes por sexo, idade, cor e município, foram obtidos no Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os resultados analisados, o perfil predominante das vítimas de homicídio é composto por homens jovens, negros, solteiros e com baixa escolaridade. Em áreas classificadas como de alta violência, os chamados “hot spots”, nove em cada dez vítimas são pessoas pretas ou pardas.

O estudo também evidencia as desigualdades geográficas da violência no país. Entre as regiões, os dados indicam que a concentração é mais intensa na região Nordeste, enquanto municípios das regiões Sul e Sudeste registram, em geral, taxas menores de homicídio.

Com informações do G1

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  • Thayná Santana

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