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FIFA investiga denúncia de racismo contra jogador argentino no Mundial de Clubes

O caso ocorreu no último domingo, durante uma partida entre o Real Madrid e o Pachuca
Antonio Rüdiger (à esquerda) e Gustavo Cabral, na segunda rodada da Copa do Mundo de Clubes FIFA.

Antonio Rüdiger (à esquerda) e Gustavo Cabral, na segunda rodada da Copa do Mundo de Clubes FIFA.

— Richard Pelham / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

25 de junho de 2025

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou que iniciou um processo disciplinar contra o zagueiro argentino Gustavo Cabral, para apuração da denúncia de racismo durante um jogo da Copa Mundial de Clubes. A informação foi divulgada pela entidade na última terça-feira (24 ).

O caso ocorreu na segunda rodada do torneio, no dia 22 de junho, em uma partida entre o clube mexicano Pachuca e o espanhol Real Madrid, na Carolina do Norte (EUA). Enquanto ocorria um desentendimento no gramado após uma falta, Cabral teria proferido ofensas racistas ao alemão Antonio Rüdiger. 

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Rüdiger notificou o árbitro, que fez o gesto com os braços cruzados e punhos cerrados, protocolo antirracista utilizado para denúncias de racismo em campo. No entanto, pelo juiz não ter flagrado a ocorrência, a partida prosseguiu.

Em nota à imprensa, a FIFA informou que o comitê disciplinar iniciou as apurações contra o zagueiro argentino, com base na análise dos documentos e registros oficiais do jogo. 

“Após avaliar os relatórios da partida, o Comitê Disciplinar da Fifa abriu um processo contra o jogador do CF Pachuca Gustavo Cabral, em razão do incidente com Antonio Rüdiger, do Real Madrid, durante o jogo do Mundial de Clubes disputado em Charlotte”, declarou a entidade.

Em entrevista coletiva realizada na segunda-feira (23), o técnico do Real Madrid, Xabi Alonso, condenou o ocorrido e prestou solidariedade ao atleta alemão.

“É algo inaceitável. Não há tolerância com esse tipo de conduta no futebol. Isso não pode acontecer e as medidas cabíveis serão tomadas. Antonio relatou o ocorrido, e acreditamos nele. A investigação já está em andamento”, afirmou.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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