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Governo federal denuncia Israel por detenção arbitrária de 15 brasileiros na flotilha de ajuda à Gaza

Grupo de brasileiros está entre os ativistas da Flotilha Sumud detidos por Israel, incluindo a deputada federal Luizianne Lins
Um barco da Flotilha Global Sumud interceptado por forças israelenses no mar Mediterrâneo, próximo às águas da Faixa de Gaza, é escoltado em direção ao porto de Ashdod, em 2 de outubro de 2025.

Um barco da Flotilha Global Sumud interceptado por forças israelenses no mar Mediterrâneo, próximo às águas da Faixa de Gaza, é escoltado em direção ao porto de Ashdod, em 2 de outubro de 2025.

— Saeed QAQ / AFP

3 de outubro de 2025

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) solicitou, na quinta-feira (2), a liberação imediata dos cidadãos brasileiros e demais defensores de direitos humanos da Flotilha Global Sumud, organização internacional de ativistas que tenta furar o bloqueio israelense e levar ajuda humanitária à Gaza. 

As embarcações foram interceptadas por Israel na última quarta-feira (1). Em nota, o ministério informou que há 15 brasileiros nas embarcações. A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) está entre os detidos.. 

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“Tendo em vista o caráter pacífico da flotilha e seu objetivo de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, sua interceptação por forças israelenses constitui grave violação ao direito internacional, incluindo o direito marítimo internacional”, diz trecho do comunicado. 

O governo federal defende que as operações humanitárias devem ser permitidas e facilitadas por todas as partes do conflito, e solicita que a comunidade internacional exija o fim do bloqueio de Israel em Gaza.

O Itamaraty pede que Israel seja responsabilizado por qualquer ato ilegal e violento cometido contra a flotilha e contra os ativistas, e exige que sejam garantidas a segurança, o bem-estar e a integridade física enquanto permanecerem sob custódia das autoridades israelenses.

O grupo de quase 500 voluntários denunciou, no dia 24 de setembro, um ataque de drones e explosões direcionadas às embarcações, na região marítima da Grécia, realizado por militares israelenses. De acordo com o comunicado, também houve bloqueio dos sinais de comunicação e uma campanha de difamação realizada por Israel.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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