Autoridades de Israel anunciaram, no último domingo (1), que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) deverá encerrar as operações na Faixa de Gaza e deixar o local até o dia 28 de fevereiro.
A proibição ocorre após o governo israelense exigir uma lista de informações sobre os profissionais palestinos e internacionais, requerida em março de 2025. O Ministério dos Assuntos da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo de Israel, órgão responsável pelo registro das ONGs, acusa o MSF de vínculo com o Hamas e a Jihad Islâmica.
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Em nota publicada na sexta-feira (30), a ONG informou que não compartilhará os dados nas atuais circunstâncias e destacou a falta de garantias em relação à segurança das equipes e à gestão independente das operações. O grupo apontou que, desde o início da guerra, em 2023, 1,7 mil profissionais da saúde foram mortos.
A entidade relatou que houve tentativas de negociação, nas quais foram solicitadas garantias de que as informações fossem utilizadas exclusivamente para o propósito administrativo declarado e que as comunicações difamatórias contra a organização fossem interrompidas.
“Como resultado, e na ausência dessas garantias claras, concluímos que não compartilharemos informações sobre profissionais nas circunstâncias atuais. Nenhuma informação de nossas equipes foi compartilhada com as autoridades israelenses durante esse processo”, diz trecho do comunicado.