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Jornalista esportiva denuncia ataques racistas em rede social

Letícia Pinho afirma ter sido alvo de ofensas após postagem sobre transmissão com narradora, comentarista e repórter negras
As jornalistas esportivas Letícia Pinho, Rafaelle Seraphim e Mariana Dionísio.

As jornalistas esportivas Letícia Pinho, Rafaelle Seraphim e Mariana Dionísio.

— Reprodução/Redes Sociais

13 de março de 2026

A jornalista e narradora do SporTV, Letícia Pinho, denunciou nesta sexta-feira (12) ter sido alvo de ataques racistas na rede social X (antigo Twitter) após uma publicação em que destacou participar de uma transmissão composta apenas por mulheres negras.

O caso teve origem em um post feito em janeiro. Na publicação, a jornalista comentou ter presenciado um momento histórico ao participar, pela primeira vez, ao menos do que se lembrava, de uma transmissão com narradora, comentarista e repórter negras. Na ocasião, ela esteve ao lado das jornalistas Rafaelle Seraphim e Mariana Dionísio.

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A postagem teve grande repercussão e a narradora passou a receber ataques racistas. Diante da situação, a jornalista decidiu silenciar a publicação, mas relatou que um perfil continuou fazendo comentários com insultos e ofensas racistas.

O usuário afirmou que “não queria comentar nada”, mas escreveu que “o Grupo Globo é abolicionista” e que teriam “escalado uma ex-mucama para narrar e duas recém-alforriadas para comentar e reportar”.

Na mesma publicação, outros comentários também continham incitação ao racismo e à violência de gênero, com frases como “se fossem brancas, não seria bom?” e “a única qualidade é ser negra?”, entre outras ofensas.

A jornalista Rafaelle Seraphim também se manifestou nas redes sociais, denunciou o ocorrido e pediu que usuários denunciassem a conta responsável pelas mensagens. Além dos ataques racistas, o perfil direcionou ofensas machistas e misóginas contra outras jornalistas esportivas, com incitação à violência sexual.

Letícia afirmou ainda que medidas já estão sendo tomadas pela área jurídica para identificar e responsabilizar o autor das mensagens pelo crime.

Segundo o estudo “Brasil, mostra sua cara: retrato das vítimas de racismo online e o anonimato de seus agressores” da Aláfia Lab, mulheres negras são as principais vítimas de casos de racismo e misoginia em discursos de ódio nas redes sociais.  Do total, 91% dos casos se referem a pessoas negras. 

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  • Thayná Santana

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