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Justiça concede liberdade provisória para PM que matou jovem de 16 anos em SP

Magistrados da 1ª Câmara de Direito Criminal do TJSP entenderam que não há fatos que justifiquem a prisão do policial que matou Victoria Manuel, em janeiro
Victoria Manuely, de 16 anos, foi morta na frente dos familiares durante ação policial em São Paulo.

Victoria Manuely, de 16 anos, foi morta na frente dos familiares durante ação policial em São Paulo.

— Reprodução/Redes Sociais

4 de novembro de 2025

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) concedeu, na segunda-feira (3), liberdade provisória para o policial militar réu pela morte da adolescente Victoria Manuel, de 16 anos, baleada em uma abordagem policial direcionada ao seu irmão.

O crime ocorreu na madrugada de 10 de janeiro, em Guaianases, na Zona Leste da capital paulista. Durante a ação violenta, o policial desferiu uma coronhada contra seu irmão. Ao mesmo tempo, a arma disparou e atingiu a jovem na região do tórax, na presença da sua mãe e familiares. Toda a abordagem foi registrada pela câmera corporal do agente.

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À época, o TJSP decretou a prisão preventiva do sargento Thiago Guerra, responsável pelo tiro. A nova decisão do Tribunal, emitida pela 1ª Câmara de Direito Criminal, decidiu manter a determinação anterior que havia encaminhado o julgamento pelo Tribunal do Júri. No entanto, o colegiado concedeu a liberdade provisória, com medidas cautelares e expediu o alvará de soltura. 

O colegiado considerou que não havia novos fatos que justificassem a manutenção da prisão do PM, que, desde o ocorrido, estava preso no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. Com a sentença, o policial aguardará o julgamento, que ainda não possui data marcada, em liberdade.

O PM será julgado por homicídio qualificado com dolo eventual, quando o agente assume o risco de produzir danos, com emprego de meio que dificultou a defesa da vítima. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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