O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido de prisão preventiva contra os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, responsáveis pela morte de um jovem estudante de medicina na Zona Sul da capital paulista, em novembro de 2024. Essa é a terceira vez que a solicitação é recusada.
Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, foi morto com um tiro à queima-roupa na escadaria de um hotel, na Vila Mariana. À época, a versão dada pelos policiais acusou a vítima de tentar desarmar o agente e resistir à abordagem com agressividade. No entanto, os registros da câmera de vigilância da hospedagem mostram um dos policiais alvejando o jovem já rendido.
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Em 15 de outubro, a defesa da família da vítima protocolou um novo pedido de prisão para os PMs, apontando contradições nos depoimentos dos réus. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestou contra a solicitação e defendeu que o afastamento só poderia ser decidido pelo superior hierárquico.
O órgão também foi contrário à solicitação do uso de monitoramento eletrônico, uma vez que, no entendimento do promotor Estefano Kvastek Kummer, a prisão não seria cabível.
A decisão da juíza Luciana Menezes Scorza acompanhou todos os argumentos do MPSP e determinou que não há um fato novo para a decretação da reclusão preventiva dos réus.
Para Scorza, não há motivos para decretar o monitoramento por tornozeleira, pois não há notícias de descumprimento das medidas cautelares impostas.