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Manifesto por maior representatividade nos espaços de poder será lançado na Marcha das Mulheres Negras

Documento analisa desigualdades enfrentadas por mulheres negras em todas as regiões do país e reivindica reparação histórica
Mulheres negras da Redes de Semestes do Instituto Marielle Franco (IMF).

Mulheres negras da Redes de Semestes do Instituto Marielle Franco (IMF).

— Divulgação/Instituto Marielle Franco

22 de novembro de 2025

O Instituto Marielle Franco (IMF) lançará seu manifesto nacional “Somos Sementes de Marielle” no dia 25 de novembro, durante a Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, em Brasília. O documento aborda a resistência, a memória e o papel das mulheres negras nos espaços de decisão do Brasil.

O texto reivindica reparação histórica e políticas públicas que reconheçam a centralidade das mulheres negras na sociedade e maior representatividade nos espaços de poder e decisão. O manifesto é produzido em parceria com a Rede de Sementes, projeto integrado ao IMF e formado por mulheres inspiradas na trajetória de Marielle Franco.

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O documento apresenta as desigualdades enfrentadas por mulheres negras nos territórios, reunindo diagnósticos e vozes de todas as regiões do país. O relatório analisa questões que vão desde racismo ambiental e violência policial até exclusão social, falta de infraestrutura urbana, precarização do trabalho, conservadorismo e ausência de políticas públicas efetivas.

Para Luyara Franco, diretora-executiva do IMF e filha de Marielle, levar esse manifesto para a marcha é reafirmar a força política das mulheres negras.


“A trajetória da minha mãe mostra que a intelectualidade e a luta das mulheres negras nascem dos territórios e têm impacto global. Quando nossas sementes marcham e apresentam seu manifesto, elas mostram que a memória de Marielle segue viva, coletiva e transformadora. É sobre defender o futuro que ela acreditou e continuar plantando vida”, afirma em comunicado à imprensa.

Inspirado pelo legado de Marielle, o manifesto afirma que as mulheres negras são “início, continuidade e permanência” e marcham para transformar memória em política, direitos e possibilidades no futuro.

“Esse manifesto existe como um grito coletivo de todas as regiões do país, a partir das vozes de sementes que são regadas com o legado de Marielle Franco. Nascemos no asfalto, nas terras quilombolas, nas ocupações urbanas, nos territórios indígenas, nos morros, nas roças e na força das águas”, diz trecho do documento.

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  • Thayná Santana

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