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Médica negra morta por PMs atuou mais de 20 anos no Instituto Nacional do Câncer

Ministério da Saúde, INCA e Cremerj destacam trajetória da médica e cobram investigação rigorosa sobre a ação policial
A médica Andréa Marins Dias.

A médica Andréa Marins Dias.

— Reprodução/Instagram

17 de março de 2026

O Ministério da Saúde e outras entidades da área lamentaram, na segunda-feira (16), a morte de Andréa Marins Dias, de 61 anos, médica negra que teve o carro alvejado por tiros de fuzil em uma abordagem policial em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O caso aconteceu no último domingo (15), quando a vítima retornava da casa de uma visita na casa dos pais. Segundo testemunhas, seu carro teria sido confundido com o de criminosos durante uma perseguição. Dias era ginecologista, oncologista, cirurgiã-geral e atuava há 26 anos no Instituto Nacional do Câncer (INCA).

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Em comunicado oficial, a pasta ressaltou a contribuição da profissional para o cuidado humanizado de pessoas com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), e prestou condolências aos familiares. 

“Neste momento de tristeza, o Ministério da Saúde se solidariza com familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes, expressando suas mais sinceras condolências”, diz trecho da nota. 

O INCA também demonstrou profundo pesar pela morte da médica e destacou sua trajetória em cirurgia oncológica na entidade, iniciada em 1997. O instituto enfatizou o comprometimento da especialista com o cuidado integral aos pacientes e com a excelência. 

“Reconhecida por colegas e pelas equipes multiprofissionais por sua competência e espírito colaborativo, Andréa contribuiu de maneira significativa para a missão institucional do INCA e para o cuidado humanizado dos pacientes”.

Além de expressar indignação com o caso, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) solicitou uma investigação criteriosa às autoridades competentes.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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