São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Piauí sediaram em abril as primeiras plenárias estaduais do Movimento Negro Unificado (MNU) de 2026. Os eventos que reúnem filiados da entidade antecedem o 20º Congresso Nacional Lélia Gonzalez, Contra o Racismo, o Sexismo e por Reparação, que ocorrerá entre 15 e 17 de maio, em Brasília.
Nas próximas semanas, as plenárias chegarão a outras regiões. Em São Paulo, estado onde o MNU foi fundado em 1978, a coordenadora estadual e codeputada da Bancada Feminista, Simone Nascimento, conta que lideranças de diversas cidades se reuniram para pensar os desafios de 2026 na luta por direitos.
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Entre eles estão a aprovação da PEC da reparação, o fim da escala 6×1, o combate à violência policial, o fim do feminicídio e as eleições de outubro.
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Na visão de Nascimento, o MNU se consolidou como a maior organização do movimento negro do Brasil e que organiza debates e decisões com grande capacidade de unidade de ação.
Ela ressalta ainda que o MNU foi capaz de preservar a contribuição da geração de 1978, através do conselho Griots, que reúne militantes mais velhos e fundadores do movimento, que seguem formulando e atuando nas lutas do dia a dia e formando diversas gerações da organização.
Para os 50 anos da entidade, em 2028, a coordenadora deseja que “o MNU esteja ainda mais forte, para celebrar que dos 140 anos de abolição inconclusa, ele existiu 50 anos, organizando os negros para conquistar a verdadeira liberdade, onde possamos bem viver, não apensas sobreviver. E que seguirá existindo para que nossas crianças, idosos e adultos possam ter um Brasil com reparação histórica.”
Eleição de nova coordenação estadual
No encontro em São Paulo, em 18 de abril, o MNU também elegeu sua nova coordenação estadual e do conselho Griots para o período de 2026-2029.
Foram eleitos Simone Nascimento, coordenadora estadual; Maria Luiza Nogueira, coordenadora de organização; Maicon Nunes, coordenador de finanças; Regina Lúcia Santos, coordenadora de formação; Domingas Mulenza, coordenadora de comunicação; Laercio Lopes, coordenador jurídico; Drica Serafim, coordenadora de articulação de base; Kizie de Paula, coordenadora de mulheres; Tuca Macedo, coordenadore de juventude; Victor Seixar, coordenador LGBTQIAPN+; e José Adão de Oliveira, coordenador de políticas educacionais.
Já para o conselho dos Griots, foram eleitos José Francisco Ferreira de Oliveira e Ana Lúcia Pereira da Silva.
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A fim de viabilizar a ida da delegação do MNU de São Paulo para o 20º Congresso Nacional em Brasília, o movimento também busca apoio por meio de uma campanha on-line de arrecadação.
O evento deve contar com mais de 30 delegados do Movimento Negro Unificado de todo o país para construir estratégias nacionais em defesa da vida, dos direitos e do bem viver.