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Movimentos LGBTQIAPN+ pautam combate ao racismo e a LGBTfobia na 5ª Conapir

Pela primeira vez, a Conapir sediou plenária autogestionada por movimentos LGBTQIAPN+, que cobraram políticas contra o racismo e a LGBTfobia
Pessoas membros do movimento LGBTQIAPN+ na 1ª plenária autogestionada na 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), em Brasília, no dia 17 de setembro.

Pessoas membros do movimento LGBTQIAPN+ na 1ª plenária autogestionada na 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), em Brasília, no dia 17 de setembro.

— Reprodução/Bruno Fernandes/MIR

19 de setembro de 2025

A 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir) sediou pela primeira vez, em Brasília, uma plenária autogestionada por movimentos LGBTQIAPN+. A atividade reuniu representantes de diferentes regiões e comunidades, consolidando um espaço inédito na agenda do evento.

O encontro, realizado na última quarta-feira (17), destacou a urgência do enfrentamento às violências que atravessam a população LGBTQIAPN+, sobretudo quando aliadas ao racismo.

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No debate, foram pautadas denúncias da violência letal contra mulheres trans, discriminação de gays e lésbicas fora do padrão heteronormativo e barreiras impostas às pessoas não binárias.

A exclusão das pessoas LGBTQIAPN+ negras e de comunidades tradicionais nos espaços de trabalho, educação e participação política também foram debatidas no evento.

Durante sua fala, o coordenador nacional de políticas LGBTQIAPN+ do Movimento Negro Unificado, Ermeval Bomfim, afirmou que a conquista desta plenária foi resultado de um processo preparatório que envolveu Conselhos Estaduais de Igualdade Racial e a Comissão Organizadora Nacional.

Como encaminhamento, os delegados aprovaram a defesa de políticas públicas específicas para a população LGBTQIAPN+, com recorte de raça, cor e etnia, e o compromisso de enfrentar o racismo estrutural e sua interseção com a LGBTfobia.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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