A 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir) sediou pela primeira vez, em Brasília, uma plenária autogestionada por movimentos LGBTQIAPN+. A atividade reuniu representantes de diferentes regiões e comunidades, consolidando um espaço inédito na agenda do evento.
O encontro, realizado na última quarta-feira (17), destacou a urgência do enfrentamento às violências que atravessam a população LGBTQIAPN+, sobretudo quando aliadas ao racismo.
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No debate, foram pautadas denúncias da violência letal contra mulheres trans, discriminação de gays e lésbicas fora do padrão heteronormativo e barreiras impostas às pessoas não binárias.
A exclusão das pessoas LGBTQIAPN+ negras e de comunidades tradicionais nos espaços de trabalho, educação e participação política também foram debatidas no evento.
Durante sua fala, o coordenador nacional de políticas LGBTQIAPN+ do Movimento Negro Unificado, Ermeval Bomfim, afirmou que a conquista desta plenária foi resultado de um processo preparatório que envolveu Conselhos Estaduais de Igualdade Racial e a Comissão Organizadora Nacional.
Como encaminhamento, os delegados aprovaram a defesa de políticas públicas específicas para a população LGBTQIAPN+, com recorte de raça, cor e etnia, e o compromisso de enfrentar o racismo estrutural e sua interseção com a LGBTfobia.