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Museu das Favelas oferece mentoria tecnológica para mulheres negras

Em sua segunda edição, o programa de aceleração oferece formação e mentorias para empreendedoras de São Paulo, com foco em cultura e tecnologia
Imagem de mulher negra executiva.

Imagem de mulher negra executiva.

— Reprodução/Freepik

9 de maio de 2026

O Museu das Favelas está com inscrições abertas para a segunda edição do Favela Tech. Realizado com o patrocínio da Meta, o programa de aceleração é voltado a mulheres, em especial, negras e indígenas, maiores de 18 anos que atuam como artistas, produtoras, educadoras, técnicas ou criadoras independentes nas periferias e favelas do Estado de São Paulo. As interessadas podem se inscrever pelo formulário até 10 de maio.

De acordo com Natália Cunha, diretora do museu, o Favela Tech é uma engrenagem que conecta cultura, território e tecnologia.

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“As periferias já são um dos maiores  laboratórios criativos do país. Com o Favela Tech, estamos transformando iniciativas e projetos culturais com as linguagens digitais. Nosso objetivo é que negócios diversos, liderado por mulheres, não apenas acessem o mercado, mas pautem os novos formatos de produção cultural.”, explica.

A iniciativa amplia oportunidades ao oferecer imersão em tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial, realidade aumentada e outras experiências imersivas. Por meio de um percurso de cinco meses que combina encontros virtuais e imersões presenciais, o Favela Tech visa ampliar repertórios e possibilidades reais de inserção no mercado cultural e criativo, propondo uma abordagem crítica e aplicada das ferramentas digitais, conectando a inovação às vivências e narrativas periféricas.

“O Favela Tech materializa esse compromisso ao conectar cultura e inovação, oferecendo às mulheres das periferias ferramentas para transformar suas criações em projetos sustentáveis. Investir nessa formação é reconhecer as favelas como territórios de potência criativa e ampliar o acesso à tecnologia como caminho para gerar impacto real na economia e na vida dessas comunidades”, afirma Mateus Costa, associado de Políticas Públicas da Meta no Brasil.

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O conteúdo programático abrange desde Cultura, Tecnologia e Identidade Digital até IA Aplicada à Produção Cultural, passando por Comunicação, Narrativa e Portfólio, além de estratégias para editais.

Ao longo do processo, as participantes desenvolvem projetos autorais que unem diferentes linguagens — como audiovisual, games, moda, design, teatro e música — a ferramentas tecnológicas e estratégias de circulação. 

O lançamento oficial do Favela Tech ocorre no dia 14 de maio, às 11h, com uma aula inaugural aberta ao público sob o tema “Quem programa o futuro? Mulheres da periferia na era da IA”. O evento será ministrado por Sil Bahia, importante nome nas áreas de tecnologia e inovação, com a participação de Jairo Malta, curador do Museu, e Priscila Gama, do Instituto Das Pretas.

O Favela Tech escala sua operação em 2026 impulsionado pelo sucesso do ciclo anterior, com 88,5% de participação de mulheres negras e a incubação de cinco projetos de alto impacto social, com soluções para saúde periférica e redes de apoio feminino.

Integrado ao CORRE — Centro de Empreendedorismo do Museu das Favelas, o programa amplia o acesso à tecnologia no campo cultural, apoiando o desenvolvimento de iniciativas criativas e a geração de oportunidades para mulheres das periferias.

Segundo a diretora do Museu das Favelas, apesar da expansão das tecnologias digitais na produção cultural, o acesso qualificado a essas ferramentas ainda é desigual.

“O uso de tecnologias emergentes tornou-se central para a criação e sustentabilidade de qualquer projeto. É nesse contexto que o Favela Tech se posiciona: não apenas como uma porta de entrada, mas como uma plataforma que amplia a criação cultural a partir das periferias, conectando repertório e inovação. Ao unirmos tecnologia às vivências e narrativas desses territórios, propomos uma abordagem crítica, reconhecendo que a inovação também nasce das experiências múltiplas das favelas”, explica.

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A executiva reforça que o lançamento, no contexto do Dia Internacional dos Museus (18 de maio), reforça o papel dos museus na sociedade.

“Estamos provando que o museu do futuro não guarda apenas o passado, como também é um laboratório vivo de experimentação e um motor de transformação social que prepara o território para as economias do amanhã” , finaliza.

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