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Maranhão abre 1ª escola de ensino médio e técnico em território quilombola

Escola pública de ensino médio e técnico em tempo integral inicia as atividades com 80 estudantes na comunidade quilombola de Oitiua
Estudantes negras e quilombolas do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA).

Estudantes negras e quilombolas do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA).

— Divulgação/IEMA

29 de março de 2026

O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) inaugurou na sexta-feira (27) o IEMA Pleno Quilombola de Alcântara, instalado na comunidade quilombola de Oitiua, na zona rural do município de Alcântara (MA).

A unidade representa um marco na expansão da educação profissional no estado e amplia o acesso ao ensino técnico para jovens de uma região que reúne mais de 100 omunidades quilombolas.

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A iniciativa marca a implantação da primeira escola pública de ensino médio e técnico em tempo integral em território quilombola no Maranhão, ampliando oportunidades educacionais e profissionais para estudantes da região.

O IEMA é atualmente a principal política pública de educação profissional e tecnológica do Governo do Maranhão. O modelo educacional da instituição oferece ensino médio integrado à formação técnica em tempo integral, combinando formação escolar tradicional com cursos profissionalizantes, atividades de pesquisa, inovação e desenvolvimento científico.

“Além da formação técnica, os estudantes participam de projetos voltados à ciência, tecnologia, robótica educacional, olimpíadas científicas e intercâmbios internacionais”, explica Cricielle Muniz, diretora-geral do IEMA.

Leia mais: Governo cria cadastro nacional de comunidades quilombolas

Atualmente, o instituto conta com 58 unidades implantadas em 44 municípios maranhenses, consolidando-se como uma das principais políticas públicas voltadas à formação da juventude no estado.

Nos últimos anos, a rede também ganhou destaque nacional pela participação de estudantes em competições científicas e projetos de inovação tecnológica.

Para Cricielle Muniz, a chegada da instituição a uma comunidade quilombola representa um avanço importante na democratização do acesso à educação pública de qualidade.

“A chegada do IEMA a uma comunidade quilombola é um momento histórico para o Maranhão. Estamos levando educação pública de qualidade, ciência, tecnologia e oportunidades para jovens que, muitas vezes, tiveram o acesso a essas possibilidades negado ao longo da história”, afirma.

A nova escola inicia suas atividades com 80 estudantes, distribuídos em duas turmas de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Serão ofertados os cursos de agroecologia e informática para internet.

“A escolha das formações foi definida a partir de audiência pública e diálogo com a comunidade local, buscando alinhar a formação técnica às necessidades e aos potenciais econômicos do território”, explica a diretora-geral.

A proposta pedagógica da unidade também considera o contexto cultural da região, valorizando saberes tradicionais, práticas ligadas ao território e à agricultura sustentável, ao mesmo tempo em que introduz os estudantes ao universo da ciência, tecnologia e inovação.

Leia mais: Violência armada compromete acesso de 188 mil estudantes a escolas no Rio

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