O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) inaugurou na sexta-feira (27) o IEMA Pleno Quilombola de Alcântara, instalado na comunidade quilombola de Oitiua, na zona rural do município de Alcântara (MA).
A unidade representa um marco na expansão da educação profissional no estado e amplia o acesso ao ensino técnico para jovens de uma região que reúne mais de 100 omunidades quilombolas.
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A iniciativa marca a implantação da primeira escola pública de ensino médio e técnico em tempo integral em território quilombola no Maranhão, ampliando oportunidades educacionais e profissionais para estudantes da região.
O IEMA é atualmente a principal política pública de educação profissional e tecnológica do Governo do Maranhão. O modelo educacional da instituição oferece ensino médio integrado à formação técnica em tempo integral, combinando formação escolar tradicional com cursos profissionalizantes, atividades de pesquisa, inovação e desenvolvimento científico.
“Além da formação técnica, os estudantes participam de projetos voltados à ciência, tecnologia, robótica educacional, olimpíadas científicas e intercâmbios internacionais”, explica Cricielle Muniz, diretora-geral do IEMA.
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Atualmente, o instituto conta com 58 unidades implantadas em 44 municípios maranhenses, consolidando-se como uma das principais políticas públicas voltadas à formação da juventude no estado.
Nos últimos anos, a rede também ganhou destaque nacional pela participação de estudantes em competições científicas e projetos de inovação tecnológica.
Para Cricielle Muniz, a chegada da instituição a uma comunidade quilombola representa um avanço importante na democratização do acesso à educação pública de qualidade.
“A chegada do IEMA a uma comunidade quilombola é um momento histórico para o Maranhão. Estamos levando educação pública de qualidade, ciência, tecnologia e oportunidades para jovens que, muitas vezes, tiveram o acesso a essas possibilidades negado ao longo da história”, afirma.
A nova escola inicia suas atividades com 80 estudantes, distribuídos em duas turmas de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Serão ofertados os cursos de agroecologia e informática para internet.
“A escolha das formações foi definida a partir de audiência pública e diálogo com a comunidade local, buscando alinhar a formação técnica às necessidades e aos potenciais econômicos do território”, explica a diretora-geral.
A proposta pedagógica da unidade também considera o contexto cultural da região, valorizando saberes tradicionais, práticas ligadas ao território e à agricultura sustentável, ao mesmo tempo em que introduz os estudantes ao universo da ciência, tecnologia e inovação.
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