Um novo ataque das forças militares israelenses próximo a um centro de ajuda humanitária na Faixa de Gaza matou ao menos 14 pessoas nesta quarta-feira (30).
A Defesa Civil informou que os militares dispararam contra centenas de pessoas. Outro ataque foi registrado no noroeste da cidade de Rafah, deixando seis palestinos mortos e dezenas de feridos.
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À AFP, o exército israelense afirmou ter realizado “disparos de advertência” contra um grupo de pessoas que se aproximavam de suas tropas, próximo a um centro de ajuda que abriria em poucas horas.
Na região central, quatro pessoas morreram e mais de 25 foram baleadas enquanto aguardavam para receber auxílio. As forças de segurança de Israel também confirmaram os disparos no local.
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza declarou, na terça-feira (29), que, desde o início do conflito em outubro de 2023, os ataques israelenses já vitimaram mais de 60 mil pessoas.
Secretário-geral da ONU cita ‘aniquilação de Gaza’
Em conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para a questão da Palestina, o secretário-geral Antonio Guterres afirmou que a aniquilação da população em Gaza é injustificável.
Guterres destacou que o conflito resultou no assassinato de milhares de civis, no aumento da violência de colonos contra palestinos, no deslocamento forçado e na expansão dos assentamentos israelenses em territórios palestinos.
O secretário-geral também ressaltou que a anexação gradual realizada por Israel na Cisjordânia ocupada é ilegal, assim como a fragmentação dos territórios ocupados da Palestina.
“Nada pode justificar a aniquilação que se desenrolou diante dos olhos do mundo. A destruição em massa na Faixa de Gaza é intolerável e deve parar”, defendeu Antonio Guterres.