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Novo ataque israelense mata 14 palestinos em Gaza; guerra já vitimou mais de 60 mil

Segundo autoridades palestinas, milhares de pessoas ficaram feridas após disparos do exército israelense próximo ao centro de ajuda humanitária
Corredor de ajuda humanitária “Netzarim”, no centro da Faixa de Gaza, em 30 de julho de 2025.

Corredor de ajuda humanitária “Netzarim”, no centro da Faixa de Gaza, em 30 de julho de 2025.

— Eyad Baba/AFP

30 de julho de 2025

Um novo ataque das forças militares israelenses próximo a um centro de ajuda humanitária na Faixa de Gaza matou ao menos 14 pessoas nesta quarta-feira (30). 

A Defesa Civil informou que os militares dispararam contra centenas de pessoas. Outro ataque foi registrado no noroeste da cidade de Rafah, deixando seis palestinos mortos e dezenas de feridos. 

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À AFP, o exército israelense afirmou ter realizado “disparos de advertência” contra um grupo de pessoas que se aproximavam de suas tropas, próximo a um centro de ajuda que abriria em poucas horas. 

Na região central, quatro pessoas morreram e mais de 25 foram baleadas enquanto aguardavam para receber auxílio. As forças de segurança de Israel também confirmaram os disparos no local. 

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza declarou, na terça-feira (29), que, desde o início do conflito em outubro de 2023, os ataques israelenses já vitimaram mais de 60 mil pessoas. 

Secretário-geral da ONU cita ‘aniquilação de Gaza’

Em conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para a questão da Palestina, o secretário-geral Antonio Guterres afirmou que a aniquilação da população em Gaza é injustificável. 

Guterres destacou que o conflito resultou no assassinato de milhares de civis, no aumento da violência de colonos contra palestinos, no deslocamento forçado e na expansão dos assentamentos israelenses em territórios palestinos. 

O secretário-geral também ressaltou que a anexação gradual realizada por Israel na Cisjordânia ocupada é ilegal, assim como a fragmentação dos territórios ocupados da Palestina. 

“Nada pode justificar a aniquilação que se desenrolou diante dos olhos do mundo. A destruição em massa na Faixa de Gaza é intolerável e deve parar”, defendeu Antonio Guterres. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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