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Brasil ingressa em ação internacional contra Israel por genocídio em Gaza

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores expressou profunda indignação diante do genocídio do povo palestino
Território palestino sitiado na fronteira de Israel com a Faixa de Gaza, em 23 de julho de 2025.

Território palestino sitiado na fronteira de Israel com a Faixa de Gaza, em 23 de julho de 2025.

— Jack Guez/AFP

24 de julho de 2025

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) anunciou, na quarta-feira (24), que passará a integrar formalmente o processo contra Israel, movido pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), por genocídio na Faixa de Gaza.

No dia 30 de outubro de 2024, a África do Sul apresentou um dossiê com mais de 4 mil páginas com evidências sobre as violações de direitos humanos e assassinatos em massa dos palestinos em Gaza. A nação sul-africana já havia solicitado ordens provisórias contra Israel, em março do mesmo ano. 

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Em nota oficial, o MRE expressou profunda indignação diante das constantes agressões e violações de direitos humanos cometidas pelas forças militares israelenses contra a população palestina em Gaza.

O comunicado destaca o dever do Estado brasileiro de cumprir as obrigações de Direito Internacional e Direito Internacional Humanitário, uma vez que os direitos de proteção contra atos de genocídio da população palestina estão sendo “irreversivelmente prejudicados”. 

A pasta também afirmou que os inúmeros episódios de violência indiscriminada, ilegalidades e abusos contra civis são testemunhados pelas entidades internacionais. O ministério ainda cita agressões por colonos israelenses extremistas na Cisjordânia, incêndio às ruínas da Igreja de São Jorge e ao cemitério bizantino em Taybeh, ataques à infraestrutura civil e instalações das Nações Unidas.

“Os massacres de civis, a maior parte dos quais mulheres e crianças, se tornaram cotidianos durante a entrega de ajuda humanitária em Gaza”, diz trecho do comunicado.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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