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‘O sambista perfeito’: Arlindo Cruz morre aos 66 anos, no Rio de Janeiro

Em nota, o presidente Lula lamentou a morte do sambista e o classificou como um dos mais talentosos e admirados do país
Arlindo Cruz.

Arlindo Cruz.

— Reprodução/Instagram

8 de agosto de 2025

Reconhecido como um dos maiores nomes do samba, o cantor e compositor Arlindo Cruz morreu aos 66 anos, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (8). O falecimento foi divulgado pela equipe do artista e por familiares no Instagram.

“Com imenso pesar, a família e a equipe de Arlindo Cruz comunicam seu falecimento. Mais do que um artista, Arlindo foi um poeta do samba, um homem de fé, generosidade e alegria, que dedicou sua vida a levar música e amor a todos que cruzaram seu caminho. Sua voz, suas composições e seu sorriso permanecerão vivos na memória e no coração de milhões de admiradores”.

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Ícone da cultura e da música brasileira, Arlindo Domingos da Cruz Filho nasceu no dia 14 de setembro de 1958, em Madureira, na Zona Norte da capital fluminense.

Tendo os instrumentos como companhia desde a infância, o cantor começou na música ainda jovem e trabalhou com grandes artistas, como o sambista Candeia. 

As rodas de samba do Cacique Ramos foram precursoras do que se tornaria a nata dos sambistas. Ao lado de Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Jorge Aragão e Sombrinha, Arlindo Cruz participou do movimento que ajudou a consolidar o gênero no país. 

 Em 2017, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que o afastou dos palcos. Desde então, enfrentava complicações de saúde e seguia em tratamento, com acompanhamento da família e apoio dos fãs.

Em nota no X (antigo Twitter), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do artista e o reconheceu como uma das personalidades mais talentosas do país.

“Arlindo foi um dos compositores e artistas mais talentosos e respeitados do Brasil. Em essência, o Sambista Perfeito. Arlindo nos deixa um legado de talento, poesia e generosidade, que ficará para sempre na nossa memória. Minha solidariedade à família, aos amigos e a todos que foram tocados por sua arte”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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