A Organização das Nações Unidas (ONU) repudiou, nesta segunda-feira (11), o ataque israelense que matou seis jornalistas palestinos do veículo Al-Jazeera na Faixa de Gaza. Em nota publicada no X (antigo Twitter), acusa Israel de disparar contra a tenda onde estavam os comunicadores.
“Condenamos o assassinato de 6 jornalistas palestinos por militares israelenses, que atingiram, sua tenda, em grave violação das leis internacionais de direitos humanos. Apelamos ao acesso imediato, seguro e irrestrito para todos os jornalistas em Gaza”, diz trecho do comunicado.
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O ataque ocorreu na noite do último domingo (10), em uma cabana montada pelos jornalistas próximo ao Hospital Al-Shifa, um dos maiores da região. Os correspondentes Anas al-Sharif e Mohammed Qreiqeh, os cinegrafistas Ibrahim Zaher e Moamen Aliwa, o assistente Mohammed Noufal e um sexto jornalista não identificado foram mortos no ataque.
As vítimas, todas naturais de Gaza, foram mortas enquanto trabalhavam. De acordo com o Al-Jazeera, desde o início do conflito, em 2023, os ataques israelenses já mataram aproximadamente 270 jornalistas.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) do Brasil também condenou o ataque, em nota oficial divulgada no Instagram. Para a entidade, a campanha difamatória de Israel contra jornalistas palestinos promove um ambiente permissivo para a violência contra os profissionais.
“Reiteramos o apelo para que os Estados-membros da ONU aprovem uma convenção internacional vinculante para a proteção e segurança de jornalistas, e para que os crimes contra profissionais da mídia sejam devidamente julgados no Tribunal Penal Internacional”.