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Chanceler da África do Sul pede que mais países pressionem Israel por fim de ações genocidas em Gaza

Governo sul-africano intensifica campanha internacional e vê reconhecimento do Estado palestino como chave para cessar-fogo
O Ministro da África do Sul de Relações Internacionais e Cooperação Ronald Lamola gesticula durante uma sessão de retratos no Departamento de Relações Internacionais e Cooperação (Dirco) em Pretória, em 5 de agosto de 2025.

O Ministro da África do Sul de Relações Internacionais e Cooperação Ronald Lamola gesticula durante uma sessão de retratos no Departamento de Relações Internacionais e Cooperação (Dirco) em Pretória, em 5 de agosto de 2025.

— Marco Longari/AFP

5 de agosto de 2025

O ministro das Relações Exteriores da África do Sul, Ronald Lamola, pediu nesta terça-feira (5) para que mais países se unam à pressão contra Israel, com o objetivo de interromper o que classificou como “atividades genocidas” na Faixa de Gaza. Em entrevista exclusiva à Agence France-Presse (AFP), Lamola destacou a importância de ampliar a mobilização internacional para forçar Israel a respeitar as normas do Direito Internacional Humanitário.

“Acolhemos com satisfação a intenção da França, Canadá e outros países em reconhecer o Estado palestino. Isso aumentará a pressão para alcançar um cessar-fogo”, afirmou o chanceler sul-africano, referindo-se a recentes movimentos diplomáticos que visam fortalecer a legitimidade da Palestina no cenário internacional.

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Desde dezembro de 2023, a África do Sul lidera uma ação na Corte Internacional de Justiça (CIJ), alegando que as operações militares israelenses em Gaza equivalem a genocídio. O governo sul-africano sustenta que as violações cometidas por Israel configuram crimes contra a humanidade, e tem buscado apoio de outras nações para fortalecer o caso e ampliar a pressão diplomática.

Lamola ressaltou que a influência de aliados históricos de Israel pode ser decisiva para deter as ofensivas e permitir o acesso humanitário às populações sitiadas. “Quando alguns de seus amigos e alguns países dizem: ‘Não, isso não pode continuar’, isso nos aproxima cada vez mais do momento em que o regime israelense ponha fim às suas atividades genocidas”, afirmou.

Reconhecimento do Estado Palestino como estratégia de pressão

Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel mantém uma ofensiva militar sobre Gaza, que já provocou milhares de mortes e deixou mais de dois milhões de palestinos confinados em condições precárias. Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) alertam para a iminência de uma fome generalizada no território, onde o acesso humanitário segue restrito.

Além da tragédia humanitária, a guerra acirrou tensões diplomáticas e gerou um isolamento crescente de Israel em organismos multilaterais. A situação dos 49 reféns israelenses ainda cativos em Gaza, dos quais 27 foram declarados mortos pelo exército, também é fator de pressão interna sobre o governo de Tel Aviv.

Para Pretória, o reconhecimento do Estado palestino por mais países pode ser um elemento crucial para destravar negociações por um cessar-fogo. A África do Sul defende que a ampliação desse reconhecimento representaria uma mensagem clara de que a comunidade internacional não aceitará a continuidade das agressões em Gaza sem consequências diplomáticas.

Lamola concluiu reiterando que o objetivo da mobilização internacional é garantir a responsabilização de Israel pelas ações em Gaza e viabilizar uma solução política que assegure o respeito à vida e aos direitos da população palestina.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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