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Operação policial no Complexo do Salgueiro deixa 20 mortos, diz denúncia

Moradores relatam mais de duas dezenas de mortes após ação da Polícia Civil no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ); Polícia Civil contesta número
Viaturas da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).

Viaturas da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).

— Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

15 de janeiro de 2026

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (Idmjracial) denunciou, na quarta-feira (14), uma ação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, que pode ter matado ao menos 20 pessoas.

Segundo o comunicado nas redes sociais, os moradores da Vila Kennedy relataram dezenas de mortos. Durante o tiroteio, um funcionário de uma empresa prestadora de serviço para a Companhia de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae) foi ferido e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói (RJ). A vítima não corre risco e segue em observação médica.

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“E as decisões da ADPF 635 feitas pelo STF – Supremo Tribunal Federal seguem não freando a polícia fascista do governador Cláudio Castro! Por isso, a construção política da Abolição das Polícias é o único caminho possível”, diz trecho da nota.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), a ação realizada integra a Operação Contenção, deflagrada em outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, que culminou na maior chacina policial do Brasil.

Foram mobilizados policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

A Alma Preta questionou a PCERJ sobre o número de mortos e sobre a utilização de câmeras corporais pelos agentes. O órgão negou a informação e afirmou que a contagem correta seria de quatro óbitos.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, as vítimas teriam entrado em confronto com os policiais. Nenhum comentário foi feito sobre o uso das câmeras corporais.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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