A operação deflagrada pelas polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, desde a manhã desta terça-feira (28), é a mais letal da história do estado. Até o momento foram confirmadas 64 mortes.
Até então a operação mais letal da história do estado havia sido a do Jacarezinho, ocorrida em maio de 2021, que deixou 28 mortos.
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Além dos óbitos desta terça, os moradores denunciam uma série de ações violentas dos policiais. Em vídeo publicado pelo Voz das Comunidades no X (antigo Twitter), um policial aparece invadindo uma casa com truculência e dando voz de prisão a uma moradora. O veículo também divulgou o registro de uma segunda moradora, que teve parte da sua casa destruída e com manchas de sangue pelo chão.
Segundo a Polícia Civil, foram destacados 2,5 mil policiais civis e militares do Comando de Operações Especiais, de unidades operacionais da PM e agentes de todas as delegacias especializadas. O comunicado do órgão informa que pelo menos 81 pessoas foram presas.
Durante a operação, moradores da Penha e do Alemão fizeram uma mobilização pedindo paz nas comunidades. O ato ocorreu em meio a troca de tiros.
Ainda de acordo com o Voz das Comunidades, há uma grande movimentação no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, com a chegada de corpos ainda não identificados.
Operação vitimiza população negra e periférica, apontam parlamentares
Em nota no X, a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ) informou que, entre os mortos, há moradores das comunidades. A parlamentar descreveu a operação como “tragédia” e destacou os impactos da operação na vida das populações.
Crianças sem aulas. Trabalhadores sem ônibus. População sem poder acessar postos de saúde. Como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, a minha preocupação é inteiramente com essa população vilipendiada.
— Dani Monteiro (@danimontpsol) October 28, 2025
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A vereadora Thais Ferreira (PSOL) ressaltou que a política de segurança do governador Cláudio Castro (PL) transformou o Rio de Janeiro em um “laboratório de extermínio” do povo negro e pobre.
O que está acontecendo no Alemão e na Penha não é operação policial, é genocídio.
— Thais Ferreira (@southaferreira) October 28, 2025
Cláudio Castro transformou o Rio em um laboratório de extermínio do povo negro e pobre. A cada incursão, mais corpos, mais medo, mais dor.
Isso não é segurança pública, é política de morte. pic.twitter.com/D9OdMp7npj
Para a deputada estadual e dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Lúcia Marina (PT-RJ), a operação é um massacre contra a população negra e periférica.
🚨 O que acontece no Alemão e na Penha não é operação — é massacre de Estado. Cláudio Castro chama de segurança o que é, na prática, guerra contra o povo preto e pobre. O Rio pede justiça, não caveirão. pic.twitter.com/F6Vxc4DavU
— Marina do MST (@marinadomst) October 28, 2025