O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) unificou, na quinta-feira (18), os três processos contra o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, que agora responderá por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado da Polícia Civil Mouzes Santana e o oficial Alexandre Alves.
Oruam está preso desde 22 de julho por jogar pedras em policiais durante uma operação ocorrida no dia anterior. À época, a Polícia Civil afirmou que, durante o cumprimento de mandado de apreensão deflagrado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) contra um adolescente, amigo do músico, os denunciados xingaram os policiais e arremessaram pedras.
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Em vídeo publicado em seu perfil no X (antigo Twitter), Oruam declarou ter sido coagido pelos agentes e confrontou os policiais verbalmente.
A decisão da 3ª Vara Criminal da Capital do TJRJ, assinada pela juíza Tula Correa de Mello, destacou que os policiais não usavam capacetes ou outros equipamentos de segurança, o que aumentou o risco de que as pedras os ferissem.
Além de Oruam, Willyam Matheus Vianna, Pablo Ricardo de Paula e Victor Hugo Vieira foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), órgão que solicitou a junção das ações criminais.
A decisão negou os pedidos da defesa de relaxamento de prisão, alegando “possibilidade de fuga para área dominada por facção criminosa armada com altíssimo poder bélico”. O parecer também cita a “postura desafiadora” dos denunciados.