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Piauí lidera ranking de igualdade salarial de gênero no Brasil, diz relatório

Mulheres recebem 91,9% da remuneração média dos homens no estado; cenário nacional mantém desigualdades estruturais
A foto mostra uma carteira de trabalho digital.

A foto mostra uma carteira de trabalho digital.

— Marcelo Camargo/Agência Brasil

2 de maio de 2026

O 5º Relatório de Transparência Salarial indica que o Piauí lidera o ranking nacional de igualdade salarial entre homens e mulheres. As mulheres piauienses recebem 92,1% do salário médio dos homens. O Acre ocupa a segunda posição, com 91,9%.

Em dezembro de 2025, o Piauí contava com 366 estabelecimentos com 100 ou mais empregados. Essas empresas geraram 113.217 vínculos formais. Desse total, 45.872 mil postos eram ocupados por mulheres. 

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Mulheres negras representavam 37.814 dessas trabalhadoras (75,89%), e mulheres não negras, 8.058 (17,56%). Entre os homens, havia 67.345 mil trabalhadores, dos quais 57.666 mil negros (85,63%) e 9.579 mil não negros (14,22%).

A remuneração média das mulheres nesses estabelecimentos alcançou R$ 2.680,35, contra R$ 2.911,49 recebidos pelos homens. Entre as mulheres, o rendimento médio foi de R$ 2.505,01 para mulheres negras e R$ 3.501,35 para mulheres não negras. Entre os homens, o rendimento médio foi de R$ 2.734,27 para homens negros e R$ 3.980,96 para homens não negros.

Os estados com menor desigualdade salarial são Piauí (92,1%), Acre (91,9%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%). No extremo oposto, Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%) apresentam as maiores disparidades.

Leia mais: Ocupação de homens e mulheres negros cresce em SP, mas desigualdade salarial persiste

Políticas de incentivo no Acre

O Painel do Relatório de Transparência Salarial também apresenta dados do primeiro semestre de 2026 sobre o percentual de estabelecimentos com políticas de incentivo à contratação de mulheres. No Acre, 19% das empresas com 100 ou mais empregados adotam alguma política voltada à ampliação da presença feminina no mercado de trabalho.

Entre essas empresas, 2,5% possuem ações específicas para incentivar a contratação de mulheres vítimas de violência doméstica; 15,2% adotam políticas voltadas à contratação de mulheres LGBTQIAP+; 8,9% mantêm iniciativas para mulheres com deficiência; e 16,5% implementam políticas de incentivo à contratação de mulheres negras.

Simone Santiago, secretária de Estado da Mulher do Acre, apontou o principal desafio da pasta. 

“Um dos principais desafios que identificamos é garantir autonomia financeira às mulheres. Estamos buscando parcerias e criando frentes de atuação voltadas ao empoderamento econômico, porque entendemos que, quando a mulher conquista autonomia financeira, ela também fortalece outras dimensões da sua autonomia”, disse em nota do governo do estado.


Leia mais: Igualdade salarial entre mulheres e homens deve ter prioridade no STF, pede AGU

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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