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Ocupação de homens e mulheres negros cresce em SP, mas desigualdade salarial persiste

Estudo da Fundação Seade aponta que mulheres negras seguem como o grupo mais mal remunerado
A imagem mostra uma mão assinando uma Carteira de Trabalho e Previdencia Social (CTPS).

A imagem mostra uma mão assinando uma Carteira de Trabalho e Previdencia Social (CTPS).

— Marcello Casal Jr/Agência Brasil

21 de agosto de 2025

A Universidade de São Paulo (USP) divulgou, na última quarta-feira (20), um estudo realizado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) sobre o mercado de trabalho na capital paulista. O estudo apontou que, apesar da redução na desocupação, as pessoas negras seguem sendo as mais desfavorecidas. 

Segundo o levantamento, entre 2023 e 2024, 290 mil mulheres negras e 227 mil homens negros conquistaram uma ocupação. Os números representam alta de 6,5% e 3,9%, sendo os maiores índices desde 2017.

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De acordo com os dados, homens não negros continuam sendo o grupo mais privilegiados em termos de renda, mesmo com aumento de apenas 0,7% na ocupação. Entre mulheres não negras ocupadas, o levantamento aponta uma redução de 2,2% no mesmo período.

Nos índices de desocupação, o levantamento mostra queda de 20% para homens em geral e para mulheres negras. Já entre mulheres não negras, a redução foi de apenas 3%.

O estudo indica que, embora as mulheres negras tenham conquistado mais espaço no mercado de trabalho, o ritmo da inclusão não elimina a defasagem histórica em relação a outros grupos.

Segundo a pesquisa, a remuneração por hora trabalhada cresceu 10% entre homens e mulheres negros. No entanto, houve queda de 2,2% para mulheres não negras e de 0,3% para homens não negros. 

Isso significa que, mesmo com ganhos percentuais, a base salarial das mulheres negras ainda é inferior e reforça a permanência das desigualdades.

Conforme aponta a Seade, as mulheres negras seguem como o grupo mais mal remunerado do estado, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para o combate ao racismo e ao sexismo no mundo do trabalho.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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