A Universidade de São Paulo (USP) divulgou, na última quarta-feira (20), um estudo realizado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) sobre o mercado de trabalho na capital paulista. O estudo apontou que, apesar da redução na desocupação, as pessoas negras seguem sendo as mais desfavorecidas.
Segundo o levantamento, entre 2023 e 2024, 290 mil mulheres negras e 227 mil homens negros conquistaram uma ocupação. Os números representam alta de 6,5% e 3,9%, sendo os maiores índices desde 2017.
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De acordo com os dados, homens não negros continuam sendo o grupo mais privilegiados em termos de renda, mesmo com aumento de apenas 0,7% na ocupação. Entre mulheres não negras ocupadas, o levantamento aponta uma redução de 2,2% no mesmo período.
Nos índices de desocupação, o levantamento mostra queda de 20% para homens em geral e para mulheres negras. Já entre mulheres não negras, a redução foi de apenas 3%.
O estudo indica que, embora as mulheres negras tenham conquistado mais espaço no mercado de trabalho, o ritmo da inclusão não elimina a defasagem histórica em relação a outros grupos.
Segundo a pesquisa, a remuneração por hora trabalhada cresceu 10% entre homens e mulheres negros. No entanto, houve queda de 2,2% para mulheres não negras e de 0,3% para homens não negros.
Isso significa que, mesmo com ganhos percentuais, a base salarial das mulheres negras ainda é inferior e reforça a permanência das desigualdades.
Conforme aponta a Seade, as mulheres negras seguem como o grupo mais mal remunerado do estado, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para o combate ao racismo e ao sexismo no mundo do trabalho.