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Polícia de Florianópolis bate recorde de mortos em operações; maioria das vítimas é negra

Pesquisa do Observatório de Violência de Florianópolis indica que os oito primeiros meses de 2025 superaram as mortes registradas em todo o período de 2024
Viaturas da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).

Viaturas da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).

— Reprodução/PMSC

7 de outubro de 2025

De janeiro a agosto de 2025, a capital de Santa Catarina registrou 25 mortes por agentes de segurança pública. De acordo com o levantamento do Observatório de Violência de Florianópolis (Desterro), o número é o recorde de casos nos últimos dez anos. 

A organização aponta que o total de mortes dos oito primeiros meses de 2025 supera todo o período do ano anterior, que obteve 22 casos. Pela primeira vez, as ações policiais contabilizaram ao menos 20 mortes por três anos consecutivos (2023, 2024 e 2025).

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O estudo foi realizado com base em dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação (LAI), consultas a arquivos, entrevistas com moradores de comunidades periféricas, lideranças comunitárias e familiares de vítimas de violência do Estado.

Apesar da população negra representar 23% dos moradores da cidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa indica que ao menos 44% das vítimas deste ano eram negras. Na maioria dos casos, a idade média foi de 26 anos. 

Dos casos, ao menos 23 ocorreram por integrantes da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) em serviço. O 4º Batalhão da PM (4BPM), responsável pelo patrulhamento das regiões central e Sul da cidade, foi responsável por mais da metade dos óbitos.

Também houve uma morte ocasionada pela Polícia Civil e um óbito registrado em operação conjunta entre as duas corporações. A região Central e Sul de Florianópolis se destacam com o maior número de ocorrências. 

O Maciço do Morro da Cruz, na região central, reuniu o maior número de casos. Para o Desterro, o fator evidencia o perfil periférico da maior parte das vítimas da polícia. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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