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Prédio projetado por André Rebouças no Rio é renomeado em homenagem ao engenheiro negro

Construção é considerada um marco na engenharia; mudança reconhece a contribuição negra na história do país
Fachada do prédio do Armazém Docas André Rebouças, na região portuária do Rio, em 17 de outubro de 2024.

Fachada do prédio do Armazém Docas André Rebouças, na região portuária do Rio, em 17 de outubro de 2024.

— Tânia Rêgo/Agência Brasil

18 de setembro de 2025

O antigo edifício Docas Dom Pedro II, localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, agora se chama Armazém Docas André Rebouças, em homenagem ao engenheiro negro e abolicionista André Rebouças. A mudança foi anunciada nesta terça-feira (16), durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Com a alteração, o novo nome será atualizado nos registros do Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico e do Livro do Tombo Histórico, documentos oficiais de proteção ao patrimônio cultural brasileiro.

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Projetado por André Rebouças e construído em 1871, o edifício é considerado um marco da engenharia nacional. A obra representa um avanço técnico importante para a modernização das operações portuárias no Brasil e foi realizada sem o uso de mão de obra escravizada.

O prédio foi tombado pelo Iphan em 2016 e, agora, passa a carregar o nome do engenheiro em reconhecimento à sua contribuição negra na história do país.

Rebouças também foi responsável por importantes projetos de infraestrutura no Brasil, como a Estrada de Ferro Curitiba–Paranaguá e as reformas dos portos de Santos e do Rio de Janeiro.

O edifício integra a região conhecida como Pequena África, área da zona portuária do Rio marcada por sua importância na memória da Diáspora Africana no Brasil. Após a realização das pesquisas arqueológicas, a comunidade afrodescendente converteu o local em símbolo da luta pela afirmação de sua identidade e de sua história no país. 

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  • Thayná Santana

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