PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Prefeito de Nova York nomeia egresso prisional para chefiar sistema carcerário

Stanley Richards, que cumpriu pena por roubo na década de 1980, vai chefiar o Departamento de Correção
A imagem mostra o momento em que o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, nomeia Stanley Richards como Comissário do Departamento de Correção da Cidade de Nova York.

A imagem mostra o momento em que o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, nomeia Stanley Richards como Comissário do Departamento de Correção da Cidade de Nova York.

— Reprodução/Redes Sociais

3 de fevereiro de 2026

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou a nomeação de cinco novos comissários para agências da cidade no sábado (31). A lista inclui Stanley Richards, que será a primeira pessoa com passagem pelo sistema prisional a chefiar o Departamento de Correção da cidade.

Richards, que foi detido na penitenciária de Rikers Island na década de 1980, era vice-presidente executivo da organização sem fins lucrativos The Fortune Society. O prefeito Mamdani disse que a conquista de Richards “não é meramente simbólica”, mas “um testemunho do pensamento e da liderança que ele trará para cada membro da equipe de Correção e para os nova-iorquinos encarcerados”.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Stanley Richards cumpriu quatro anos e meio de prisão por roubo no final da década de 1980. Após sua libertação em 1991, ele começou a trabalhar com a Fortune Society, uma organização que auxilia pessoas que retornam da prisão. Ele chegou à presidência e ao cargo de diretor-executivo da entidade.

Em um discurso, Richards disse que sua experiência “é um testemunho de que, quando fornecemos apoio, quando centralizamos nosso trabalho coletivo na esperança em vez do medo, podemos alcançar o inimaginável”. Sobre a visão do prefeito, ele afirmou: “Sua administração deixou claro que o futuro de Rikers não é confinamento infinito, bode expiatório ou demonização. É segurança, transparência e reabilitação“.

Os limites do cargo e o contexto de crise

A autoridade de Richards pode ter limites práticos. Na semana anterior ao anúncio, um juiz federal que supervisiona Rikers Island nomeou Nicholas Deml, ex-comissário do Departamento de Correções de Vermont, para atuar como “gerente de remediação”. Deml terá amplos poderes para implementar reformas há muito solicitadas no complexo penitenciário.

A nomeação ocorre em um momento de crise no sistema carcerário da cidade. Rikers Island tem problemas crônicos de violência e gestão, e está sob supervisão federal há anos. O juiz federal recentemente contratou um administrador externo para auxiliar nas reformas.

Benny Boscio, presidente da Associação Beneficente dos Oficiais de Correção (COBA), emitiu uma declaração sobre a nomeação. 

“Apesar das muitas narrativas falsas que retrataram a COBA como um ‘obstáculo à reforma’, estamos prontos, dispostos e aptos a nos reunir e trabalhar com qualquer pessoa, desde que respeitem os direitos de nossos Oficiais de Correção”, disse Boscio. 

Ele expressou a esperança de que Richards “entenda essa dinâmica” e “demonstre um compromisso em colocar a segurança antes de qualquer ideologia política”.

O perfil político do prefeito Mamdani

O prefeito Zohran Mamdani se identifica como socialista democrático. Em 2020, em posts nas redes sociais, ele apoiou pedidos para “desfinanciar” o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) e criticou a polícia como “racista” e uma “grande ameaça à segurança pública”. Ele depois declarou que não desfinanciaria a polícia e pediu desculpas aos oficiais por suas declarações passadas.

Enquanto isso, vários policiais deixaram o NYPD nos últimos meses. Líderes sindicais relataram um aumento nas renúncias e partidas, ligado em parte à baixa moral na corporação.


Texto com informaçõesdo New York Daily News.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano