Ativistas denunciaram que foram impedidos pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados de realizar um ato com a bandeira LGBTQIA+ no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, no último domingo (28). A informação foi divulgada pela Agência Brasil.
Segundo os organizadores, cerca de 20 pessoas participaram de uma mobilização pacífica e pretendiam estender uma bandeira de aproximadamente 50 metros de comprimento como símbolo de orgulho e visibilidade da comunidade LGBTQIA+, que celebrava o Dia do Orgulho.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Pouco antes da bandeira ser aberta, indicam os relatos, os policiais legislativos chegaram ao local em viaturas e determinaram que o material fosse recolhido. À Agência Brasil, um dos participantes da manifestação, o ativista Michel Platini, afirmou que o grupo tentou demonstrar que a ação não oferecia nenhum tipo de risco.
Leia mais: Lei que proíbe crianças e adolescentes em paradas LGBT+ é questionada no STF
Platini relatou que a atuação dos policiais foi violenta e que os manifestantes precisaram ajoelhar e demonstrar que não haveria confronto. Os policiais teriam alegado que o grupo não tinha autorização para realizar o ato. No entanto, os idealizadores do evento informaram que a manifestação foi previamente comunicada.
Em resposta, representantes do Grupo Estruturação e do Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos comunicaram que pretendem protocolar uma representação na Câmara dos Deputados para solicitar a apuração da conduta dos policiais envolvidos.
Leia mais: ‘Vidas dissidentes’: exposição lança novo olhar sobre comunidade LGBTQIAPN+ na ditadura