PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mulher que agrediu e ameaçou trabalhadora doméstica é presa após fugir do Maranhão

Jovem de 19 anos afirma que foi agredida com socos e ameaçada de morte em Paço do Lumiar, Região Metropolitana de São Luís
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos.

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos.

— Reprodução/TV Globo

7 de maio de 2026

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa na madrugada desta quinta-feira (7) em Teresina, no Piauí. Ela tentava fugir quando agentes da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) do Maranhão a detiveram. 

A Justiça havia decretado a prisão preventiva da suspeita por agredir e torturar uma trabalhadora doméstica de 19 anos,  grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A vítima, negra, registrou boletim de ocorrência na 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Ela contou que Carolina a acusou de roubar um anel. A partir daí, a patroa lhe deu puxões de cabelo, socos e murros. A jovem foi derrubada no chão e tentou proteger a barriga durante os ataques. 

A empresária vasculhou a casa por horas à procura da jóia. O anel estava dentro de um cesto de roupas sujas. Mesmo depois de encontrar o objeto, Carolina não parou as agressões. 

Segundo a vítima, a ex-patroa ainda a ameaçou de morte. Disse que a mataria se ela contasse à polícia.

Em áudio divulgado pela própria empresária e obtido pelas autoridades, Carolina Sthela admite ter dado socos, tapas e coronhadas na vítima. A trabalhadora é negra e está no sexto mês de gestação. A agressora narra que seu colega colocou uma arma dentro da boca da funcionária, enquanto ela ficava de joelhos.

“Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mãe está aqui inchada […] Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice era eu e ele fazendo”, declarou Carolina no áudio.

Leia mais: Mulher que torturou trabalhadora doméstica grávida já foi condenada por furto, diz OAB

Polícia ignorou a ocorrência

A Polícia Civil informou que a ocorrência foi inicialmente atendida por quatro policiais militares. A ocorrência, no entanto, foi atendida por um policial amigo da empresária, segundo a vítima. Ele não conduziu Carolina à delegacia. A trabalhadora, mesmo com hematomas, também não foi levada ao hospital.

A Polícia Militar instaurou uma sindicância e afastou os quatro envolvidos de suas funções.

Na quarta-feira (6), equipes da Polícia Civil foram à casa da empresária para intimá-la a depor. Carolina não foi encontrada. No local, havia apenas uma funcionária chamada às pressas para assumir o serviço. Com a decretação da prisão preventiva, a polícia localizou a suspeita no Piauí, onde tentava fugir.


Leia mais: Estudo: 6 milhões de trabalhadoras domésticas vivem na informalidade e sem direitos

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano