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Brasil lança programa com 2,6 mil bolsas de pós-graduação para estudantes africanos

CAPES Move África oferece oportunidades de mestrado e doutorado-sanduíche, com prioridade para os estudos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil
Sessão de abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil - África, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

Sessão de abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil - África, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

— Ricardo Stuckert/PR

30 de maio de 2026

O governo federal lançou nesta semana o CAPES Move África, programa que oferece 2,6 mil bolsas de pós-graduação para estudantes africanos realizarem parte da formação em instituições brasileiras de ensino e pesquisa. Do total, 1,6 mil vagas destinam-se a bolsas de mestrado-sanduíche e mil a doutorado-sanduíche. O investimento total soma R$ 47,4 milhões.

A iniciativa faz parte da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) para ampliar a cooperação acadêmica entre Brasil e África. O anúncio ocorreu durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília , em 25 de maio.

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O programa oferece 2,6 mil bolsas de pós-graduação para estudantes africanos realizarem parte da formação em instituições brasileiras de ensino e pesquisa. Do total, 1,6 mil vagas destinam-se a bolsas de mestrado-sanduíche e mil a doutorado-sanduíche. O investimento total soma R$ 47,4 milhões.

As bolsas contemplam estágios de dois a seis meses para mestrado e de quatro a dez meses para doutorado. Os estudantes selecionados recebem mensalidade, auxílio-deslocamento, auxílio-instalação e seguro-saúde. O programa também oferece apoio financeiro para pesquisadores brasileiros responsáveis pela coorientação acadêmica dos estudantes.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, declarou durante o anúncio que a iniciativa contribui para ampliar redes de pesquisa e intercâmbio científico entre universidades brasileiras e africanas.

“Abrir as portas do Brasil para estudantes africanos é aprofundar ainda mais nossos laços históricos, formando redes de pesquisa, ampliando publicações conjuntas e fortalecendo a cooperação científica”, disse segundo nota da CAPES.

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Prioridade para regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste

O presidente em exercício da CAPES/MEC, Antonio Gomes de Souza Filho, afirmou que o programa reforça o papel da pós-graduação brasileira na produção de conhecimento em parceria com países do Sul Global.

“O CAPES Move África amplia a presença internacional do Sistema Nacional de Pós-Graduação brasileiro e fortalece a cooperação científica com universidades africanas, por meio da pesquisa e formação de mestres e doutores em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Brasil e do continente africano”, destacou.

A iniciativa prioriza Programas de Pós-Graduação (PPGs) das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O CAPES Move África contempla universidades públicas, instituições privadas sem fins lucrativos, institutos federais e centros de pesquisa com cursos reconhecidos pela CAPES/MEC.

Segundo a CAPES, atualmente o Brasil mantém 235 acordos vigentes entre universidades brasileiras e africanas. Esses acordos abrangem 38 países do continente africano.


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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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