A Universidade de Brasília (UnB) recebe, entre os dias 28 e 31 de julho, o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as) (Copene). O encontro reúne pesquisadores brasileiros e de outros países da América Latina, além de ativistas, estudantes, representantes de movimentos sociais e pessoas ligadas à produção de conhecimento sobre relações étnico-raciais.
Considerado pelos organizadores o maior congresso científico voltado aos estudos afro-brasileiros no país, o Copene terá como tema “Consciência Negra: contribuição do pensamento afrodiaspórico para a democracia brasileira”. A programação inclui minicursos, oficinas, painéis, mesas-redondas e o lançamento de dezenas de livros.
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O evento é organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade de Brasília (NEAB/UnB), pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN) e pelo Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (Conneabs).
Segundo a organização, o congresso busca fortalecer redes de pesquisa, ampliar a divulgação da produção científica sobre a população negra e contribuir para a formulação de propostas voltadas à promoção da equidade racial e da justiça social.
A edição de 2026 também marca os 55 anos da primeira evocação do Dia da Consciência Negra, realizada em 1971 pelo Grupo Palmares, no Clube Social Negro Marcílio Dias, em Porto Alegre.
O congresso também presta homenagem à Lei nº 14.759/2023, que instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra como feriado nacional.
Produção científica e políticas de equidade
Além dos debates acadêmicos, o Copene reúne integrantes de mais de 300 Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e correlatos (NEABs e NEABIs), vinculados a universidades, institutos federais e redes de educação básica.
Os participantes desenvolvem pesquisas sobre relações étnico-raciais, ações afirmativas, epistemologias afro-brasileiras, pensamento antirracista e saberes produzidos por comunidades quilombolas, indígenas e de terreiros.
De acordo com os organizadores, o congresso também funciona como espaço de intercâmbio entre pesquisadores nacionais e internacionais, com foco na circulação de pesquisas e na consolidação de redes de produção de conhecimento.
A realização do congresso na Universidade de Brasília também destaca o papel da instituição na implementação de políticas de acesso ao ensino superior. Em 2003, a UnB se tornou a primeira universidade federal a adotar um sistema de cotas raciais.
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