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Projeto social reforma mais de 200 casas em Heliópolis, uma das maiores favelas de SP

Melhorias têm impacto direto e comprovado na vida das famílias
Moradora de Heliópolis e voluntários da Habitat para a Humanidade Brasil.

Moradora de Heliópolis e voluntários da Habitat para a Humanidade Brasil.

— Divulgação

27 de julho de 2025

Mil pessoas da comunidade de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, foram atendidas diretamente com reformas habitacionais realizadas pela Habitat para a Humanidade Brasil, entre 2023 e 2024. Segundo a organização, são realizadas, em média, de 100 a 120 reformas por ano, com foco na melhoria de moradias em territórios consolidados, ou seja, onde as famílias já vivem.

As intervenções respeitam os vínculos comunitários e buscam resolver os principais pontos de insalubridade: troca de telhado, reforma de banheiros, ajustes elétricos e melhorias na circulação de ar e iluminação natural.

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Essas melhorias têm impacto direto e comprovado na vida das famílias. A pesquisa Percepções de Mudança 2024, realizada pela própria organização, contou com depoimento de 272 famílias atendidas nos projetos de Melhorias Habitacionais e Respostas a Desastres, que 99% das pessoas afirmaram que suas casas ficaram melhores após as reformas, e 98% disseram que os lares se tornaram mais confortáveis e saudáveis.

A relação entre moradia precária e saúde também foi evidenciada: 53% das famílias relataram doenças respiratórias antes das reformas e, entre elas, 84% notaram melhora significativa dos sintomas após as intervenções. Além disso, 97% apontaram que as melhorias contribuíram para a prevenção de doenças causadas pela insalubridade, e 96% relataram aumento do bem-estar familiar.

Emoções como autoestima e segurança também apareceram com força nos resultados: 99% disseram que se sentiram melhor consigo mesmas após as mudanças em casa, e 95% relataram mais segurança no ambiente doméstico.

Heliópolis surgiu há mais de 50 anos, a partir da realocação de famílias da Vila Prudente, e hoje abriga cerca de 225 mil habitantes, 18 mil imóveis e mais de 3 mil estabelecimentos comerciais. Apesar da presença de infraestrutura pública básica, as moradias são, em sua maioria, fruto da autoconstrução e apresentam graves déficits qualitativos. Muitos imóveis enfrentam problemas como ventilação insuficiente, pouca iluminação natural, falta de acessibilidade, infiltrações e banheiros em condições precárias. 

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