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Alerj aprova política de proteção a deslocados por eventos climáticos

Projeto de lei define diretrizes de proteção a populações afetadas por enchentes, secas e outros desastres ambientais no Rio de Janeiro
Um helicóptero de emergência sobrevoa deslizamento de terra causado por fortes enchentes repentinas em Petrópolis (RJ), no dia 18 de fevereiro de 2022.

Um helicóptero de emergência sobrevoa deslizamento de terra causado por fortes enchentes repentinas em Petrópolis (RJ), no dia 18 de fevereiro de 2022.

— Carl de Souza/ AFP

11 de setembro de 2025

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, na quarta-feira (10), a implementação do Projeto de Lei (PL) 3.755/24, que institui a Política dos Deslocados Ambientais e Climáticos (Pedac).

O projeto, apresentado pela deputada estadual Verônica Lima (PT-RJ), estabelece direitos e diretrizes para que o poder público promova a proteção de indivíduos e comunidades deslocadas em decorrência de eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos, incêndios florestais e secas. 

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A proposta prevê a criação de instrumentos econômicos e sociais para apoio às populações atingidas, o incentivo a pesquisas e tecnologias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além de prioridade no acesso a serviços de saúde, educação, assistência social, trabalho e moradia.

No texto legislativo, a autora cita casos recentes no Brasil, como os deslizamentos em Petrópolis, as enchentes na Bahia e as chuvas que atingiram mais de 70% das cidades do Rio Grande do Sul, em 2024.

O PL destaca que os compromissos internacionais assumidos pelo país, como o Acordo de Paris, reconhecem a urgência de criar mecanismos para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e proteger as populações vulneráveis.

“Essa realidade revela uma intersecção entre o racismo ambiental, o racismo climático e os impactos desproporcionais dos eventos extremos nas populações historicamente negligenciadas”, destaca a deputada, em trecho do projeto.

Agora, a proposta legislativa segue para a avaliação do governador Cláudio Castro (PL), que tem até 15 dias para sancionar ou vetar a medida.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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