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RJ possui o maior número de favelas vulneráveis a enchentes e deslizamentos

O estudo do MapBiomas aponta que favelas triplicaram a área ocupada nos últimos 40 anos e destaca concentração de moradias em áreas de risco
Registro de parte do Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.

Registro de parte do Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.

— Fernando Frazão/Agência Brasil

5 de março de 2026

O Mapeamento Anual das Áreas Urbanizadas no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (4) pelo MapBiomas, indica que, nos últimos 40 anos, as favelas brasileiras triplicaram a área ocupada em todo o país. 

Resultado da análise de informações entre os anos de 1985 e 2024, o estudo indica um crescimento de 2,75 vezes em relação ao tamanho registrado no primeiro ano da pesquisa.

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O primeiro ano observado registrou 53,7 mil hectares de áreas urbanizadas em favelas. Em 2024, o número saltou para 146 mil hectares. A organização acredita que os dados expõem o crescimento anual da área urbanizada dentro dos perímetros das favelas e comunidades urbanas. 

“O crescimento mais acelerado das áreas de favelas em comparação com a média nacional e sua forte concentração em regiões metropolitanas sugerem uma tendência conhecida e preocupante, onde as metrópoles concentram muita riqueza mas também intensificam problemas estruturais e, frente às mudanças climáticas em curso, se acende um sinal de alerta”, alerta o especialista Julio Pedrassoli em trecho do estudo.

A capital amazonense Manaus lidera o ranking de áreas urbanizadas em favelas tanto em 1985 quanto em 2024, com um aumento de 2,6 vezes no período. Outras dez cidades do Norte e do Nordeste ocupam as seguintes posições na lista.

Os estados do Pará (7.450 hectares), Rio de Janeiro (5.260) e São Paulo (4.650) se destacaram como os locais com mais áreas ocupadas por comunidades periféricas em áreas de risco, com até três metros de distância vertical de áreas de drenagem. 

A categoria, segundo a pesquisa, obteve um crescimento de 200%. Somente o Rio concentra uma das maiores proporções (43%) de áreas urbanizadas em cotas críticas, mais suscetíveis a riscos de enchentes e deslizamentos. 

Nos terrenos de alta declividade, houve um crescimento de 150% com maiores índices para o Rio de Janeiro (1.730 hectares), São Paulo (5.260) e Minas Gerais (1.057).

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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